terça-feira, 8 de setembro de 2009

Grandes idéias e o encantamento do reizinho


Não foi pela evolução da vela que se chegou a lâmpada.
Autor desconhecido

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Grandes idéias necessitam de tempo, cuidado e carinho. A diferença entre um bom trabalho e um trabalho extraordinário está no tempo que você dedica para estudar a necessidade do que lhe foi demandado, para entender a natureza do trabalho que deverá ser executado. E eu não estou contando o tempo em sua infinidade de segundo, minutos e horas, mas pela sua qualidade.
Algumas pessoas possuem a habilidade de entender, de captar a alma de cada trabalho, de cada situação, sem grandes esforços... Mas isso é um dom! Quem não nasce com essa habilidade precisa criar mecanismos para aprender a interpretar o que o cliente está pedindo. Não importa como, o importante é conseguir escanear a essência, a alma, os desejos e os medos dos clientes.
Nada é mais desmotivador do que receber um trabalho em seu estado primário. Nada desestimula mais o cliente do que se deparar com o óbvio, com o lógico, com o: - isso até o meu irmão de 15 anos consegue fazer!
O cliente quer algo novo, inédito. Na verdade pode até ser uma idéia velha, mas deve ser inédito pra ele e satisfazer, acima de tudo, as suas expectativas. O cliente quer ser encantado.
Quem ainda não entendeu isso não merece nem a insatisfação do cliente, pois não saberia nem o que fazer com ela.

4 comentários:

Ocappuccino disse...

assino embaixo vane, mas afirmo muitas vezes que O CLIENTE É QUE ESTRAGA O TRABALHO e que o cliente quer ser encantado, mas nem sabe muitas vezes o que é este encanto, tirando isso concordo com tudo heheheh

mateus

Vane Gomes disse...

Não concordo em nenhum momento que o cliente estraga o trabalho. Na verdade os profissionais de comunicação (jornal, pp e rp) é que possuem uma arrogância sem tamanho e acham que seus textos, criações e idéias são sempre as melhores.
É sobre isso que falo quando afirmo que as idéias devem ser sempre aprimoradas... E o cliente muitas vezes ajuda a aprimorá-las.
O cliente nunca estraga! Ele pode não saber o que ele quer, mas se ele soubesse para que nós serviríamos?
Nossas idéias não servem para nos agradar, mas sim para satisfazer as necessidade de outrem. Podemos criar maravilhas, mas se essa maravilha não resolver o problema do cliente ou se ele não achar adequada para o seu negócio, ela não servirá para nada.
Não adianta ser criativo, é necessário ser eficaz.

Mel Danda disse...

De todo o assunto uma palavra é a essencia: estudo. O estudo resolve o problema, tanto para o cliente saber o que quer como par ao fornecedor...
Para ter argumentos, para defender suas ideias, o pq de seus traços, palavras ou atos. Sabendo as razoes dos nossos objetivos sabemos exatamente responder o famosos "lead" jornalistico: o que? quando? como? porque? onde? quem?
Respondendo as pequenas perguntinhas estariamos todos satisfeitos... E quem disse que é fácil????
Grande Vane, quem não desabafa, também se trumbica!!!

Paula Salomão disse...

Acredito que o cliente ajuda em 100% o fornecedor quando preocupa-se em elaborar um briefing completo, com a riqueza de informações para evitar as detestáveis refações. Também acredito que o fornecedor que estuda o briefing e capta sua essência, por si, já é um baita profissional de comunicação, porque preocupa-se não só com a qualidade do seu trabalho, mas com o dispêndio do seu tempo e o encantamento do seu cliente.
Nós três, em especial, temos, todos os dias, experiências massivas e de "bastantão", que nem cheiram, nem fedem: simplesmente são registradas em PPTs medíocres e enviadas por e-mail. Defendo, com unhas e dentes, o trabalho refinado, o brilho no olhar ao ver uma grande peça, o frio na barriga ao ver trabalhos extraordinários. Tomara que possamos trabaçhar com gente assim por bastante tempo...