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terça-feira, 10 de julho de 2012

Relatório de Sustentabilidade - o equívoco em transformar uma ferramenta estratégica em operacional

Em pesquisas recentes, tanto nacionais quanto internacionais, é possível perceber o aumento do número de executivos preocupados com o tema sustentabilidade. No entanto, trata-se de uma preocupação aparente na medida em que não gera ações efetivas. Um exemplo disso é que, em sua maioria, os executivos ainda não colocaram a sustentabilidade na agenda estratégica de suas organizações. Isso pode ser verificado inclusive durante o processo de elaboração do Relatório de Sustentabilidade que, mesmo sendo um documento estratégico, é tratado como processo operacional onde o corpo executivo se envolve muito pouco.

Apesar do crescente interesse dos stakeholders por informações que extrapolem o viés financeiro, ainda são poucas as organizações que se submetem a utilizar diretrizes de relato mais abrangentes, como a sugerida pela Global Reporting Initiative - organização social holandesa que se dedica a elaborar e difundir padrões para o relato da sustentabilidade de empresas, organizações sociais e governos. E mesmo aquelas organizações que já preparam relatórios mais consistentes, fazem isso de maneira pouco inteligente ao terceirizar e, muitas vezes, rifar internamente a responsabilidade dos executivos durante todo o processo de construção do documento. Além disso, áreas que deveriam agir em colaboração – como Marketing, Relações com Investidores, Recursos Humanos, entre outros - se limitam a cumprir cronogramas, sem efetivamente contribuir para a elaboração de um documento interligado.

A grande confusão em torno do relatório de sustentabilidade está no entendimento da sua real função. Pois, além de proporcionar um relato organizado e padronizado das informações econômicas, sociais e ambientais da organização, o relatório também é uma ferramenta de gestão da sustentabilidade. Na medida em que ele apresenta informações de perfil, forma de gestão e indicadores de desempenho, com controle de metas e organizado para oferecer informações positivas e negativas, antes da concepção do documento é necessário todo um trabalho de planejamento, engajamento de stakeholders, definição e gerenciamento de indicadores, controle de metas, entre outros. No entanto, as organizações, apesar de trabalharem com controles de metas e indicadores sofisticados, não utilizam essa expertise para elevar o seu grau de desempenho em sustentabilidade.

Todo esse processo anterior ao relato é tratado de forma fragmentada e desconectada, resultando em um relatório pouco funcional e objetivo, onde muitas vezes não é possível encontrar links entre o perfil, a forma de gestão e os indicadores apresentados. As informações parecem estar soltas, em capítulos que não se conversam e sem uma linha de gestão que apresente sua evolução em sustentabilidade. Neste caso, poucos resultados concretos podem resultar deste documento.

O que as organizações deveriam fazer para utilizar o relatório de sustentabilidade de maneira eficiente - trazendo benefícios para a organização em termos de gestão da sustentabilidade, imagem corporativa e conexão com stakeholdes - seria se empoderar das ferramentas e incluir a elaboração do relatório na sua agenda estratégica. Os executivos devem ser os guardiões deste documento e utilizá-lo como ferramenta para disseminar conceitos de interdependência, co-gerenciamento e co-criação, tão necessários para uma gestão sustentável de qualidade.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Guia Salarial de Marketing

Você, colega, que atua na profissão que sempre sonhou, que diariamente cava com muito suor seu merecido lugarzinho no plano estratégico da empresa, que permanentemente preocupa-se em estar antenado ao que acontece no mundo, em levar as principais novidades ao seu ambiente de trabalho. Que estuda, que tenta levar a vida numa boa, apesar de passar todo o tempo com os ouvidos grudados num aparelho celular. Que leva o famoso tapinha nas costas do chefe quando os projetos são bem-sucedidos, que dá o sangue para fazer valer a máxima "tempo versus investimento" em prol de um planejamento a ser seguido a todo custo.
Este link é para você: Guia Salarial de Marketing.

Este é o seu momento: aprecie sem moderação. Divirta-se!

Abraço!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

DEBATE SOBRE MARKETING

Ontem participei do evento da ADVB-RS: “Marketing estratégico X Marketing tático - o que presidentes e CEO’s esperam dos Gestores de Marketing?”, e resolvi trazer o tema do debate pra cá. 
O debate era sobre o papel do gerente de Marketing dentro das empresas, e, para cumprir essa tarefa, estavam na "roda": o "guru" Arthur Bender, o responsável pelo Marketing da Colombo - Thiago Baisch (que depois que publiquei a foto no Facebook fiquei sabendo que é o maridão da Fê Hartmann - ex-colega da Embrace! Eita mundinho pequeno!) e mais o Felipe Goron, diretor de Planejamento e Marketing do grupo RBS. 

A pauta do debate foi uma pesquisa realizado com CEOs brasileiros sobre o que eles achavam da area de marketing...
As respostas foram super positivas, a maioria afirmou ser parte fundamental para a boa estratégia das empresas.
Se na "vida real" não é bem assim... Onde está o furo? Onde a realidade se distancia da teoria?

A pesquisa apresentou uma divisão do tema MARKETING de uma forma que achei bem interessante. 
Conto pra vcs:


MKT como função: É toda a execução. As ações, campanhas, tarefas.
MKT como processo: Participa ativamente da estratégia, do planejamento.
MKT como significado: É orgânico, é o resultado que se sente na equipe, é a imagem formada pelos funcionários, por exemplo.


O CEO é o primeiro cliente do MKT. Fica o questionamento - como atendo o meu primeiro cliente?
Temos que entender de qual das três fatias do MKT o nosso cliente está com maior necessidade. A partir do momento que entendemos essa demanda, resolver os problemas torna-se FUNÇÃO.
Precisamos ter em mente que, por mais que o MKT esteja dividido nessa explanação, as três áreas se retroalimentam. São parte do todo.


O todo é igual a RESULTADO. 


Segundo Bender, o resultado é "só" o que o CEO espera. Temos que largar mão de nos vitimizar e investir em nos tornarmos essenciais enquanto profissionais de marketing.
Como fazer isso? Investimento em estudo, conhecimento, informação, pesquisa, analise de mercado que facilite as decisões do CEO... Um posicionamento pautado por números é incontestável. Devemos estar atentos ao que é relevante para a cúpula que administra a empresa e entregar informações preciosas. Algo que eles nao encontrariam sozinhos.


Outra dica boa é voltar para o básico. Todos os profissionais de marketing querem gerenciar uma grande conta, uma grande verba, com ações que refletem uma supervisibilidade... mas mesmo assim, vão precisar dos ingredientes básicos:


MISSÃO | PÚBLICO | VALORES | MÉTRICAS | PLANEJAMENTO


Sabendo a receitinha de bolo, tem menos chance de esquecer coisas importantes da sua campanha.
Para Baisch, o gap entre o tatico e o estrategico ainda existe pq a concorrência ainda não apertou... E os resultados só vão ser melhores no momento em que os profissionais de MKT se unirem com Agencias de Veículos para dominar as métricas. Sabendo o que o meu cliente precisa, o que ele mais vende, saberei se posso oferecer um plano mais barato ou mais caro... Verdade, hein?!? Quantas vezes já recebi sugestões de layout lindos e orçamentos astronomicos?!?
O profissional de MKT deve ser rápido. Classe C?!?!?!? Isso já está consolidado. Já se sabe que eles tem poder de compra. O que eles querem agora é a experiência de compra...
Seguindo esse raciocinio, imagina que o seu chefe "comprou" você, profissional de MKT... Qual a experiência que ele está tendo agora?!


Uma boa definição de um bom profissional de MKT: "Alguém que tira as coisas do seu curso natural para indicar para a empresa o curso mais adequado."


ATENÇÃO - Conseguimos ser táticos sem ser estratégicos, apesar de ser arriscado. Mas o contrário não dá. É a experiência que nos permite ter a visão do todo, do negócio... e em como as coisas podem se encaixar ali na frente.


Dica do dia: mão-na-massa!!!


Beijocas e comentem aí.. Qual a experiência que você proporciona como profissional da comunicação?

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

A internet como ferramenta estratégica para ampliação do varejo

"...acho que a ideia é motivar os lojistas e ao mesmo tempo ser realista..." Foi assim que comecei o meu email para o presidente da CDL Porto Alegre, Vilson Noer, quando ele me pediu dicas do que dizer para os lojistas que seriam nosso público no Almoço do Varejo que aconteceu ontem (28/09), no Plaza São Rafael.
Segui dizendo que o comércio eletrônico é um NOVO negócio.Quem acha que o varejo não tem como se reinventar, que não tem como modernizar, certamente está apartado dos números de crescimento de venda, de transações via comércio eletrônico e também do quão aquecido está esse mercado em função da novidade. Segundo o Ibope/Nielsen, o Brasil é o 5º país com o maior número de conexões à internet. Em setembro de 2009 éramos 66,3 milhões de internautas. Em dezembro do ano passado já éramos 67,5 milhões! Em apenas 3 meses mais de um milhão de brasileiros tiveram acesso a internet. Até 2012 a previsão é dobrar esse número, chegando a 2 bilhões.
Lojistas: estamos indo para um novo momento, um novo patamar, onde as vendas são importantes, mas não só a venda. Seus produtos estão mais expostos. A forma como você os entrega, como agiliza esse processo, o relacionamento com o seu cliente, tudo está em evidência. 
Já repararam que o nosso consumidor está no conforto do seu lar e pensando na nossa marca, na nossa loja. Quanto isso vale?! É a preferência pela mente do consumidor novamente, só que agora de uma maneira virtual. Um virtual que já não distinguimos mais do real com tanta clareza...

Adentrar o “universo” do comércio eletrônico (e não é demagogia, trata-se MESMO de um UNIVERSO!) é investir num NOVO negócio. Não é mais uma filial. Não é como fazemos sempre. É novo. É se reinventar! Em 1982, a rede tinha 315 sites, hoje são mais de 170 milhões de páginas na internet. A concorrência continua grande...

Quando falo sobre o relacionamento com o cliente, percebo que nunca as pequenas informações foram tão importantes para conhecermos esse cliente e atendermos ele de uma maneira diferenciada. Como consumidora digo que estamos buscando a personalização dentro da identificação. Trata-se de um paradigma.

O tema do AV de ontem era "A internet como ferramenta estratégica para ampliação do varejo". É assim que a CDL Porto Alegre percebe as coisas. Espero que a representação do varejo de Porto Alegre a partir de hoje seja física E virtual. Assessorando os lojistas de modo que possam entrar nessa “onda” e obter resultados positivos, com mais segurança nas transações eletrônicas.  
Acesse aqui as telas da apresentação de Paulo Kendzerski, diretor da WBI Brasil.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Transmedia Storytelling


Diretamente do Wikipédia: “A Alquimia é uma tradição antiga que combina elementos de Química, Física, Astrologia, Arte, Filosofia, Metalurgia, Medicina, Misticismo, Geometria e Religião. Existem três objetivos principais na sua prática. Um deles é a transmutação dos metais inferiores ao ouro, o outro a obtenção do Elixir da Longa Vida, um remédio que curaria todas as doenças e daria vida longa àqueles que o ingerissem.”
Conheci a empresa Os Alquimistas na abertura do #set2010, enquanto @maumota falava sobre Cultura da Convergência, através de Transmedia Storytelling.
Aos poucos foi possível entender que a combinação de elementos da alquimia é uma ótima metáfora para a combinação de plataformas de comunicação que a empresa utiliza para criar um universo em torno de uma marca... Tudo baseia-se em narrativa.  Tudo que a gente diz tem início, meio e fim. Nossos dias tem início, meio e fim. É por isso que novela termina, mesmo sendo sucesso de audiência.
Entre um milhão de coisas que o Maurício comentou na palestra, uma das que mais gostei foi a crítica aos ditos gurus da comunicação: “não acreditem nesses gurus que dizem que tudo vai ser de graça, que as mídias sociais vão revolucionar a comunicação, que a TV vai acabar...”  Só em dizer isso, já achei ELE um guru! E um guru que concorda exatamente com o que eu penso: as pessoas não são iguais. Cada uma tem uma preferência, umas preferem o I-phone, outras preferem 42 polegadas! Não dá para comparar... cada plataforma tem seus usos e entrega o que nós imaginarmos, desde que as utilizemos de maneira adequada.
Pelo que entendi do Storytelling (nunca tinha ouvido falar!) cada elemento separado faz sentido, mas “don't fuck the mothership” , ou seja, se o principal é um seriado na TV (ex. Heroes), essa é a nave-mãe... todas as outras mídias (internet, jornal, outdoor, o que for...) devem aprimorar o conteúdo do carro-chefe, nave-mãe, enfim.... Mota comentou que muitos fãs de Matrix, por não terem acesso aos conteúdos que orbitavam em torno da trama através da internet, atrapalharam a sequência dos filmes seguintes, diminuindo cada vez mais o número de fãs.
E por falar em fã, Maurício Mota deixou claro que fazer um viral é impossível.... um viral simplesmente acontece, pq as pessoas se tornaram fãs daquele conteúdo a ponto de indicar para seus contatos.
Atualmente as mídias tem a oportunidade de formar sua audiência e tudo passa pela Educação.
O fomento do uso da narrativa em múltiplas plataformas para contar a história da marca, da empresa, do produto, é baseado em educação. Precisamos fazer os empresários acreditarem nesse processo. Apostar em cada fragmento para que o todo faça ainda mais sentido do que cada parte. Por isso, Mota conta que na empresa dele, R&D não é research and development e sim RISCO e DESAPEGO. “Temos que ensinar os empresários que o desapego está diretamente relacionado com o risco de exposição da marca”, comenta. Para que os riscos sejam menores a dica é uma só: “promova uma experiência narrativa consistente. As coisas devem ser coerentes separadas e mais coerentes ainda quando o consumidor enxergá-las todas juntas”. Para completar, um objetivo de sucesso para qualquer projeto é: “una as pessoas e dê algo para elas fazerem!”
Adoro palestras que me acrescentam algo novo. Vou arrumar um jeito de acrescentar o Storytelling na minha carreira... MIT aí vou eu (sonhar é de graça!!!)!

Maurício Mota citou autores como Neil Gaiman, Henry Jenkis, Nelson Rodrigues e Russel Daves, mestre em planejamento.
Twitters: @maumota e @osalquimistas, @eusoufamecos, @setuniversitario2010, @meldanda

Contem suas histórias!

domingo, 21 de fevereiro de 2010

O Emprego Ideal Existe! - Mauro Silveira

Aproveitei o momento de "entre-safra" para ler muito... Para quem não sabe, estou tentando encontrar no mercado uma empresa que esteja disposta a me receber no time da comunicação! Sendo assim, enquanto não encontro, estou estudando e começando a escrever minha monografia de Jornalismo.
Um dos títulos que caiu na minha mão se chama "O emprego ideal existe - Como encontrar a empresa certa para você", do jornalista Mauro Silveira.
A ideia do jornalista é transformar o pensamento de quem está a procura de um emprego. Veja o que ele diz: "Não faz muito tempo as pessoas procuravam emprego da seguinte forma: compravam o jornal de domingo e iam direto para a seção de classificados. Com uma caneta na mão, marcavam os anúncios mais interessantes. Na segunda-feira enviavam dezenas de curriculos e rezavam para ser chamadas a uma entrevista. Podiam aceitar a primeira proposta mesmo que não fosse aquela que esperavam. 'Com o tempo a coisa se ajeita', pensavam. Na verdade o que faziam era tentar adaptar seu perfil ao da empresa. Agir dessa forma, é colocar na mão dos outros aquilo que o profissional tem de mais precioso: a própria carreira. E isso é um desperdício de talento, pois a carreira é responsabilidade exclusiva da pessoa."
No transcorrer das páginas uma sensação boa de que estou atenta aos sinais bons e ruins que as empresas demonstram me fez sentir melhor por muitas decisões que já tomei ao longo da minha vida profissional, que por sinal é recente... Não tem 10 anos.
Entre outros temas, a importancia do clima organizacional, do trabalho em equipe rendem boas páginas.
O capitulo sobre "o amor a camiseta mesmo quando a empresa está afundando" mostra que quando nos acomodamos não gostamos de enxergar os sinais de fumaça que a empresa nos manda... e você sabe, onde há fumaça, há fogo!
Mauro Silveira sugere que os profissionais se conheçam, saibam dos seus sonhos e objetivos para depois escolher uma empresa para trabalhar. Exemplos simples: se você é apegado a sua familia, deve escolher uma empresa com jornada reduzida, que não tenha metas... Se você é jovem, ambicioso, precisa de dinheiro, busque jornadas maiores, com pagamento diferenciado, horas extras e possíveis extras por finais de semana.
O que vemos no mercado é sempre o contrário: "cheguei aqui, acho que não tem nada melhor pra mim mesmo, então vou ficando..."
Eu estou num período de "entre-safra" como disse antes.. mas acredito que sempre é tempo de uma boa leitura, que nos abra os olhos e a mente para uma nova maneira de pensar.
Foi assim que aconteceu comigo... Hoje sei exatamente o que eu não quero. Sei muito do que quero também, mas sempre deixo um espaço para novas experiências. As empresas, as equipes nos ensinam muito, tenho certeza.
Trabalhadores do Brasil, em Comunicação ou qualquer outra área: BUSQUEM SEUS IDEIAIS E FAÇAM PARTE DE EQUIPES FELIZES!

Abração \o/

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Up in the air

"Up in the Air" é um filme com George Clooney que assisti essa tarde. A tradução no Brasil ficou por "Amor Sem Escalas"...O que não diz nada sobre o filme.
Só um minuto, o que isso tem a ver com comunicação????

Bom, fiz uma relação direta com uma das mensagens que li em "O Monge e o Executivo" quando o autor fazia a diferenciação entre ser chefe e ser líder: o amor.
Comunicação sem amor, raramente é eficaz. Raramente é eficiente.
Explico minha breve reflexão: no filme, o personagem de Clooney tem propósitos baseados em conquistar uma alta pontuação em um programa de fidelização que acumula milhas aéreas, além de uma filosofia de vida que se chama "Empty Backpack" - que entre outras coisas diz que nossas fotos, móveis, imóveis e também as pessoas, nos deixam presos, parados no mesmo lugar. A vida do cara era viajar e ele amava isso. Viajava pq o trabalho o enviava a outras empresas para demitir os funcionários por meio de um programa de demissões. Sem esposa, ou filhos, a relação com a familia se restringia a telefonemas e um convite para o casamento da irmã mais nova. Sozinho. As coisas começam a mudar quando a empresa decide realizar as demissões virtualmente. Ou seja, nosso personagem deve assumir um endereço fixo e não voar mais. A colega que pretendia implementar o projeto da demissão virtual é desafiada por Clooney para ver como as coisas funcionam pessoalmente, e ver que demissões são mais complicadas do que ela imagina. O filme se desenrola até ele conhecer uma mulher, se apaixonar e "quebrar a cara". Com isso, começa a se dar conta do quanto o sentimento de pertencimento é importante. Do quanto é bom contar com as pessoas, do quanto estar próximo e amar fazem com que tenhamos coisas boas para carregar na nossa mochila.
Calma, se você quer ver o filme ainda pode, não contei tudo..
No livro, uma das principais mensagens se refere a relação que mantemos dentro da empresa. Um líder é aquele que age com amor, que trata com respeito e admiração. Que se relaciona.
A teoria da Mochila Vazia no filme, fez com que eu enxergasse muitos colegas de trabalho que simplesmente não estão lá. Que não se envolvem, não se apaixonam... simplesmente não tratam as coisas com o amor que merecem. Preferem não se envolver, não se sentir "atado" às pessoas.
Conquistar uma promoção ou uma grande pontuação num programa de milhagem só tem valor se temos relação com as pessoas ao redor, se temos para quem ligar e dividir tamanha alegria!
Quando puder demonstrar seus sentimentos, seja verdadeiro(a). Não pense "pessoal x profissional" - pense em como utilizar todos os sentidos para um ambiente agradável, produtivo, favorável a novas ideias.
Pense que as relações e o amor são estimulantes para que você possa ir ainda mais longe.
Não se apegue a uma cadeira, a um cargo ou salário. Não é nada disso que faz de você um grande profissional! Comunique-se. E comunique-se com amor.


Um pouco sobre o filme: http://pt.wikipedia.org/wiki/Up_in_the_Air
Um pouco sobre o livro: http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Servant (Alguém ainda não leu???)

Abraços

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Ganha quem se antecipa

Olá!
Há tempos não escrevo por aqui... Hoje bateu a vontade.
Nada científico, algo totalmente prático, da vivência do dia a dia que quero compartilhar com a galera que nos visita de vez em quando.
Vou "chover no molhado", mas acredito ser necessário para recortar o espaço de tempo e lugar do mundo em que me encontro. No mundo corporativo do qual faço parte, ganha quem se antecipa. Por diversas vezes eu mesma cometo o pecado de não planejar, de sair "apagando incêndio" feito doida... Sim, não posso negar, e o pior, por vezes não tenho como evitar. Nos referidos dias, sinto que saio perdendo. O dia de trabalho acaba se tornando uma queda de braço, a qual eu sempre perco, pois muito da minha pauta de atividades continua por fazer.
Há dias que tenho a certeza de valer por muitas, mesmo não me antecipando. Mas são alguns dias, do contrário, os que mais rendem são aqueles que me programo, que respondo rápido...
Todo dia me questiono em como fazer a diferença. Gosto de ser diferente, de pensar diferente e de provocar as pessoas a darem uma espiadinha fora da caixa de vez em quando, afinal, tenho plena convicção de que é muito divertido!
Quando me referi a antecipação, quis dizer planejamento, estrutura, processo, dinâmica, prazos e metas cumpridas... É fácil? Não, em nenhum momento disse que seria fácil...
Acredito que antecipar é imaginar, nem que seja só por um segundo, "o que será que essa pessoa gostaria? Do que essa empresa precisa? Qual é o problema de comunicação deles que eu tenho de resolver? Como faço isso com baixa verba e alto impacto?"
Na minha rotina, por vezes faço papel de cliente, por vezes faço papel de fornecedora.
O primeiro item que critico em qualquer coisa que me disponho a fazer é a qualidade.
Se não tiver o mínimo de qualidade não tem como apresentar. Não tem como aceitar.
O segundo é o prazo. Se me pedem, "faço das tripas o coração" para entregar no prazo. Se eu peço, o mínimo que eu quero é uma satisfação: "pois é, não entreguei pq estava fazendo tal coisa". Do contrário, meu maior desejo é não precisar cobrar...
Um mundo organizacional sem cobranças não existe, eu sei, eu sei...
Mas é um sonho, essa semana estou de aniversário (17/10) e estou me permitindo sonhar!
Quero o melhor pra mim, quero o melhor para as pessoas ao meu redor, espero que vocês que me leem queiram o mesmo que eu e não aceitem nada menos do que o melhor de todos ao redor de vcs.
Se alguém faz uma lista de pedidos, estabelece uma ordem de prioridades, e você não cumpre pq esqueceu.... Você está atrás. Alguém vai lembrar! E se alguém lembrar, e fizer melhor que você.... meu amigo(a), você corre o risco de estar fora do jogo.
O terceiro item que pra mim é fundamental é a beleza. Tudo tem um lado subjetivo... O português correto num simples email é bonito, uma peça gráfica, um trabalho manual, a roupa que você veste, o cabelo... tudo está relacionado a beleza e ao conceito que você quer transmitir ao mundo.
Quando você se antecipa está dizendo: "estou preocupada com as mesmas coisas que vc, por isso já fiz" "prefiro antecipar as coisas do que perdermos o prazo, isso atrapalha o negócio da sua empresa".
Quando nos anetcipamos, surpreendemos, apostamos, arriscamos mais - afinal a pessoa pode gostar ou não daquilo que imaginamos...
Estudo Comunicação Social há 9 anos, não sei nada ainda, estou aprendendo muito, por vezes acho até uma petulância minha querer publicar alguma coisa, mas essas experiências... A vida na prática, o trabalho com comunicação aponta para a ANTECIPAÇÃO.
Sugerir, conversar, vivenciar... faz parte da antecipação.
Chega de perder prazos. Chega de adiar prazos. Chega.

Acho que acabou virando um desabafo.... hehehehehehe - faz parte.... Vou criar uma comunidade MTD - Mulheres que Trabalham Demais!

Abraço

obs.: "A mente que se abre para uma nova ideia nunca mais volta ao seu tamanho original" - Albert Einstein :P

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Boa conduta em reuniões avalia desempenho de funcionários


Por Ana Carolina Arruda - Office3


Talvez as pessoas não se dêem conta, mas a avaliação do desempenho de um funcionário ou empresário é feita principalmente nas reuniões. É nessa circunstância que se apresenta projetos e se mostra preparado para debater assuntos relacionados à área de atuação e a outros setores importantes para o bom andamento da empresa.

Mas como o profissional pode se preparar para participar de uma reunião? Segundo Newton Ferreira, psicólogo e especialista em Recursos Humanos, não importa o papel dentro da reunião. “Seja como líder ou como integrante do grupo, se você vacilar e não tiver boa participação correrá o risco de acrescentar marcas negativas à sua imagem dentro da empresa. A maneira como você participa das assembléias pode indicar sua competência e o resultado da sua atuação”, alerta.

Newton declara que se uma pessoa chega atrasada na reunião deve se justificar. “Não existe um tempo limite para atrasos, embora as conseqüências possam variar caso a caso. Apesar de estarmos acostumados a um contexto cultural no qual até 15 minutos não é considerado atraso, o bom senso indica que não devemos chegar tarde nos compromissos. Caso isso ocorra a pessoa deve se desculpar”, aconselha.

O medo, a insegurança e a timidez são alguns dos comportamentos que atrapalham a participação de um profissional durante uma assembléia. “Para nos sentir mais seguros numa reunião, precisamos acima de tudo nos preparar para uma participação produtiva. Com a prática, gradativamente conquistaremos uma desinibição e exposição pública, que nos permitirá controlar melhor a timidez”, afirma o psicólogo.

O especialista relata que se deve adotar um comportamento proativo, com perguntas, sugestões e disposição para assumir responsabilidade, melhorando a qualidade da comunicação, com linguagem verbal e não-verbal adequadas. “A postura física deve ser equilibrada e natural, além de demonstrar boa disposição e atenção”, ressalta.

O psicólogo, ao longo de anos de experiência, faz uma observação sobre a preparação dos participantes antes da reunião. “Os integrantes normalmente não sabem e não se interessam em saber qual o assunto que será abordado, o objetivo, para que a conversa seja produtiva”, enfatiza.

Newton garante que sempre se deve opinar e oferecer alguma contribuição durante uma reunião de trabalho com empatia. “Existem cinco regras essenciais para obter sucesso dentro da empresa: preparação estratégia, participação ativa, comunicação eficaz, postura agregadora e predisposição para assumir responsabilidades”, finaliza.


Gostaria de complementar que reuniões empresariais devem ser objetivas... Devem acima de tudo respeitar o tempo das pessoas. Todos têm trabalho, responsabilidades, e não podemos desperdiçar tempo repetindo as coisas, buscando assuntos que não tenham relação com a pauta.

Uma pitada de descontração sempre cai bem se a reunião é de brainstorm, reuniões estratégicas, tomadas de decisão devem ser levadas a sério. O que não significa que tenham de ser reuniões "chatas".

Acho importante darmos espaço para que todos falem, as ideias devem ser discutidas e valorizadas, e é sempre de bom tom ter cuidado com comentários pós-reunião... As críticas devem ser feitas na hora!

Aproveite para melhorar sua imagem em reuniões, treine uma comunicação eficaz, estude muito e agregue sempre!


Abraço,