Sinto informar, mas foi-se o tempo em que as situações tinham a distinção entre o real e o virtual.
O virtual morreu.
Somos os mesmos em todas as telas. Mesmo que façamos a distinção de qual parte de nós publicaremos em cada tela. Somos reais enquanto teclamos no bate-papo do Facebook. Somos reais quando desejamos feliz aniversário para as pessoas, mesmo que por escrito... Somos reais quando saímos para tomar um chopp com os amigos, ou simplesmente fazemos uma reunião via skype.
Nossa realidade está diferente, caros amigos, isso sim.
Há muito já ouvi Martha Gabriel falando sobre os imigrantes e os nativos.. só não lembro se ela citava algum autor.
Imigrante sou eu, que vi uma máquina de escrever, que conheci carbono para fazer cópia de documento. Imigrante conheceu ficha telefônica, fichinha de ônibus para pagar a passagem, telefone com gancho.
Nativos são todos aqueles que nasceram na era digital, sabendo o que fazer ao tocar numa tela touch, que não se surpreendem em comprar um produto num e-commerce que venha da china, de container, atravessando oceanos. Imigrante é alguém que joga um video game interagindo com a tela sem fio algum, numa boa. É alguém que é impaciente com o tempo que o satélite demora para dar uma resposta no celular que vem láááááá de fora da Terra.
O que dividimos entre real e virtual, faz parte da construção de uma nova realidade.
Tudo faz parte de nós. De quem nós somos.
A foto de festa, carinha de bebum vai ser visto pelo chefe... não tem jeito. E tem mais, colocou na rede, não tem mais volta. Fica lá pra sempre. Vai dizer que é virtual? Pode ser determinante para o futuro.
Somos seres sociais, senhoras e senhores.
E as redes sociais, mostram muito mais de nós do que podemos imaginar.
As marcas, as empresas já não são mais distintas: reais e virtuais. As empresas são mistas... por mais que a operação seja real, toda a construção de marca já está nas redes sociais.
Querido empresário, dividir redes sociais das estratégias de comunicação é um prato cheio para consumidores críticos. E somos cada vez mais críticos. Por mais que nossas compras sejam virtuais, comentamos com nossos amigos sobre essas experiencias em todos os meios.
Sua marca, a experiência de compra de seu negócio não tem mais volta, ela é total. Global.
Virtual e real ao mesmo tempo. Ganha a empresa que souber transitar por esses meios com maior agilidade.
O mesmo se aplica para as agências de propaganda e agências digitais. Não dá para ter estratégias diferentes, de forma separada. As linguagens sim são diferentes, mas as campanhas tem que ser multimídia.
Multiplataforma.
Como publicitários, acredito que temos que saber nos comunicar num tweet com apenas 140 caracteres e num livro comemorativo de 100 anos da empresa. Mesmo que tenhamos que nos cercar de especialistas para concretiza-los.
O pensamento amplo, multi-telas, com atenção para os detalhes faz com que as empresas tenham uma presença única, coesa, coerente. Atitude coerente é o que queremos. Quando falamos na era da transparência, na verdade, estamos atrás de pessoas, marcas, empresas, serviços que sejam e digam a mesma coisa.
Chega do Marketing virtual.... queremos um marketing real, com estratégias físicas, outdoor e indoor, e digitais, e em todas as telas com a mesma mensagem. Chega de separações e distinções que só fazem contribuir para uma atmosfera de incoerência dos discursos.
Muitos profissionais são contratados por seus currículos e a grande maioria é demitida por questões comportamentais.. Isso sim é virtual. A profissional que eu sou não está no meu currículo. Ali só estão minhas competências técnicas. O que todos podem aprender. É virtual... recrutadores leem meu currículo e imaginam como eu seria contratada para uma determinada vaga, mas, ainda assim, precisam me entrevistar, me submeter a dinâmicas de grupos, provas de nivelamento, etc.
Com as marcas funciona da mesma forma, temos vários pontos de contato. E muitas vezes parece que isso não é bom. Mas só não será bom, se não formos coesos. Verdadeiramente coerentes.
Acredito que estamos deixando passar a era da transparência para entrar na era do relacionamento.
E relacionamento, caros leitores, transpõem todas as barreiras.
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sábado, 8 de junho de 2013
O virtual morreu
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domingo, 8 de abril de 2012
Project Glass - O futuro está logo ali
Para quem achou que o anúncio do carro que voa foi um máximo, vai ficar chocado com esse protótipo do Google, o Project Glass - pensamentos, desenhos e histórias. É o mundo virtual agora em movimento. Todas as tecnologias a sua disposição, sem precisar usar as mãos. Mobilidade, segurança, tecnologia, agilidade, atitude, compartilhamento, conexão... E tudo isso com um design lindo de morrer. Tudo junto numa coisa só.
O Google começou a implantar os protótipos de seus óculos de realidade aumentada para os funcionários através de uma iniciativa um tanto secreto chamado Projeto de vidro. O protótipo, mostrado acima, é o primeiro empreendimento da empresa em computação vestível. Os óculos do wrap-around com uma lente see-through, que pode transmitir tudo, desde o tempo dos mapas para mensagens de texto, em tempo real. Os óculos podem gravar vídeo, tirar fotos e o dispositivo envia e recebe mensagens através de comandos de voz.
Uma pessoa que usou os óculos, disse: "Eles permitem que a tecnologia saia do seu caminho. Se eu quiser tirar uma foto eu não preciso tirar a mão no bolso e pegar o meu telefone, eu só preciso pressionar um botão na parte superior dos óculos e é isso".
Você quer um desses?
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Metendo bronca nas alturas
Se você conhece os meus textos, sabe sobre o que eu gosto de escrever. Achei a campanha da Thyssenkrupp criada pela Santo de Casa para expor os meus pitacos lá embaixo. Bom proveito!
O desafio foi lançado e a Santo de Casa voou alto para chamar a atenção dos colaboradores da ThyssenKrupp Elevadores para o Encontro de Modernização que reune os profissionais desta área da empresa.
O público foi abordado com uma campanha que comparou o trabalho de modernização ao dos pilotos de caça, que precisam alçar voos ousados para serem bem-sucedidos em suas missões.
As ações da campanha, que na estreia contou apenas com convite com coordenadas geográficas do local no Google Maps, ajudaram o evento a ser um sucesso e fizeram todos captarem a ideia de que não há limites para inovar e modernizar na TKE.
A campanha contou com completo material de curso, crachá de acesso na temática da aviação, adesivos, display para fotografia com capacete de piloto, móbiles, além de cartazes.

Ficha Técnica:
Direção de Criação: Parahim Neto
Direção de Arte: Rafael Barletta
Redação: Parahim Neto
Assistência de Arte: André Viana
Direção de Atendimeto: Camila Lustosa
Atendimento: Gabriel Fontanari
Produção Gráfica: Raquel Mazuco e Renata Klein
Aprovação Cliente: Silvia Perrone
Fonte: ADonline
Hoje estou ácida. Muito afim de meter pau em campanhas pobres, como é o caso desta aqui (ó, já comecei...). A Santo de Casa me surpreendeu, pena que foi para pior. Uma agência tão bacana desenvolver um trabalho tão primário, tão raso, é realmente de chorar.
O conceito
Aprovadíssimo. Já trabalhei com esse mote e afirmo com todas as letras: é ri-quís-si-mo. A temática da Aeronáutica, a concepção de "tripulação", a possibilidade de exploração plena e conveniente da expressão "estamos todos nos mesmo barco/voo" é fenomenal. Isso sintetiza a magia do sentimento de equipe, de trabalhar fortemente o coletivo no sentido de que todos nos apoiamos e somos necessários. Deu super certo a tal campanha, que aliás, surgiu não da agência que nos assessorava, mas sim do "cheio de mentes brilhantes" Departamento de Marketing onde eu atuava na época. Feedback: declínio de turn-over; sugestões de projetos advindas espontaneamente dos funcionários, além de elogios pelo corredor. Ponto para nós!
O layout do convite
Escuro. Carregado. Muitos tons de azul para uma peça só. Confesso que gostei da assimetria dos fios dourados, mas ainda assim acho que uma linha criativa mais soft poderia ser um ganho aqui. Ousaria até mencionar a utilização de um verde bem escuro ou cargo, em combinação com o azul bonito da marca TKE. Como flanelinha de layout que sou, certamente estas variações de cor estariam na pauta da Criação.
O texto
A minha parte preferida: a redação publicitária. Na peça acima, o redator foi extremamente feliz liberando apenas as coordenadas geográficas, instigando o convidado a buscar a informação, deixando latente o interesse. Agora, olha a chamada da peça: "O céu é o limite...". Existe algo mais clichê que isso? Não, né... Solte esta em uma entrevista de emprego para você ver se chamam você para a vaga. Aham, senta lá, Cláudia!!!
As Peças da Campanha
Display de fotos, móbiles, cartazes. Não é preciso ser publicitário para imaginar (e certamente vender ao cliente) um universo muito mais frutífero que este. E foi o que de fato fizemos no "cheio de mentes brilhantes" Departamento de Marketing que mencionei anteriormente. Arrisco aqui até mais algumas viagens da minha mente inquieta: reuniões temáticas, adesivagem da escadaria/elevadores, wallpaper, passaporte de treinamento, visto de promoção para quem está indo dessa para uma melhor (literalmente!), apresentação das sedes da empresa numa espécie de volta ao mundo da TKE, display de computador, camiseta, tantas e tantas outras ideias... Imagina você chegar para o Encontro de Modernização da TKE e se deparar com comissárias de bordo com aquelas simpáticas certinhas de vime da Azul Linhas Aéreas Brasileiras oferecendo seu material para a reunião? Ou então, pegando o exemplo da Tam, as mesmas comissárias poderiam alcançar balas, simplesmente balas, com uma largo sorriso estampado. Aposto que faria toda a diferença.
A Produção Gráfica
Uau! Duas pessoas para produzirem material para o curso, crachás, adesivos, display, móbiles e cartazes. Onde é que eu estava com a cabeça quando assumi sozinha toda a produção gráfica da campanha lá onde eu trabalhava? Patetice minha, talvez. Mas prefiro chamar de competência.
Bem, fica a dica. Só não vale ser desconfortável como a Webjet, ok? Boa sorte, pilotos da TKE!
Abraço! o/
domingo, 3 de abril de 2011
Idéias
Buenas!
Entre uma e outra viagem pela web, compilei algumas fotos para construir este post. São idéias que eu considerei interessantes e resolvi postar por aqui, algumas agradáveis versões do nosso querido "design". Tomei a liberdade de classificá-las como:
a) interessante/útil
b) bonitinho, mas não serve para nada
c) realmente necessário
d) nossa, como ninguém pensou nisso antes?!
e) total sem noção...
Vejam se concordam comigo!
Abraço!
Entre uma e outra viagem pela web, compilei algumas fotos para construir este post. São idéias que eu considerei interessantes e resolvi postar por aqui, algumas agradáveis versões do nosso querido "design". Tomei a liberdade de classificá-las como:
a) interessante/útil
b) bonitinho, mas não serve para nada
c) realmente necessário
d) nossa, como ninguém pensou nisso antes?!
e) total sem noção...
Vejam se concordam comigo!
Abraço!
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Transmedia Storytelling
Diretamente do Wikipédia: “A Alquimia é uma tradição antiga que combina elementos de Química, Física, Astrologia, Arte, Filosofia, Metalurgia, Medicina, Misticismo, Geometria e Religião. Existem três objetivos principais na sua prática. Um deles é a transmutação dos metais inferiores ao ouro, o outro a obtenção do Elixir da Longa Vida, um remédio que curaria todas as doenças e daria vida longa àqueles que o ingerissem.”
Conheci a empresa Os Alquimistas na abertura do #set2010, enquanto @maumota falava sobre Cultura da Convergência, através de Transmedia Storytelling.
Aos poucos foi possível entender que a combinação de elementos da alquimia é uma ótima metáfora para a combinação de plataformas de comunicação que a empresa utiliza para criar um universo em torno de uma marca... Tudo baseia-se em narrativa. Tudo que a gente diz tem início, meio e fim. Nossos dias tem início, meio e fim. É por isso que novela termina, mesmo sendo sucesso de audiência.
Entre um milhão de coisas que o Maurício comentou na palestra, uma das que mais gostei foi a crítica aos ditos gurus da comunicação: “não acreditem nesses gurus que dizem que tudo vai ser de graça, que as mídias sociais vão revolucionar a comunicação, que a TV vai acabar...” Só em dizer isso, já achei ELE um guru! E um guru que concorda exatamente com o que eu penso: as pessoas não são iguais. Cada uma tem uma preferência, umas preferem o I-phone, outras preferem 42 polegadas! Não dá para comparar... cada plataforma tem seus usos e entrega o que nós imaginarmos, desde que as utilizemos de maneira adequada.
Pelo que entendi do Storytelling (nunca tinha ouvido falar!) cada elemento separado faz sentido, mas “don't fuck the mothership” , ou seja, se o principal é um seriado na TV (ex. Heroes), essa é a nave-mãe... todas as outras mídias (internet, jornal, outdoor, o que for...) devem aprimorar o conteúdo do carro-chefe, nave-mãe, enfim.... Mota comentou que muitos fãs de Matrix, por não terem acesso aos conteúdos que orbitavam em torno da trama através da internet, atrapalharam a sequência dos filmes seguintes, diminuindo cada vez mais o número de fãs.
E por falar em fã, Maurício Mota deixou claro que fazer um viral é impossível.... um viral simplesmente acontece, pq as pessoas se tornaram fãs daquele conteúdo a ponto de indicar para seus contatos.
Atualmente as mídias tem a oportunidade de formar sua audiência e tudo passa pela Educação.
O fomento do uso da narrativa em múltiplas plataformas para contar a história da marca, da empresa, do produto, é baseado em educação. Precisamos fazer os empresários acreditarem nesse processo. Apostar em cada fragmento para que o todo faça ainda mais sentido do que cada parte. Por isso, Mota conta que na empresa dele, R&D não é research and development e sim RISCO e DESAPEGO. “Temos que ensinar os empresários que o desapego está diretamente relacionado com o risco de exposição da marca”, comenta. Para que os riscos sejam menores a dica é uma só: “promova uma experiência narrativa consistente. As coisas devem ser coerentes separadas e mais coerentes ainda quando o consumidor enxergá-las todas juntas”. Para completar, um objetivo de sucesso para qualquer projeto é: “una as pessoas e dê algo para elas fazerem!”
Adoro palestras que me acrescentam algo novo. Vou arrumar um jeito de acrescentar o Storytelling na minha carreira... MIT aí vou eu (sonhar é de graça!!!)!
Adoro palestras que me acrescentam algo novo. Vou arrumar um jeito de acrescentar o Storytelling na minha carreira... MIT aí vou eu (sonhar é de graça!!!)!
Maurício Mota citou autores como Neil Gaiman, Henry Jenkis, Nelson Rodrigues e Russel Daves, mestre em planejamento.
Twitters: @maumota e @osalquimistas, @eusoufamecos, @setuniversitario2010, @meldanda
Contem suas histórias!
domingo, 25 de abril de 2010
Mídia tradicional x internet
Em 2008, minha queridona Vane Gomes fez um video no trabalho com uma trilha sonora deliciosa... Era a primeira vez que eu ouvia os acordes de O Teatro Mágico. Desde então, já fui a três shows, comprei DVD, livro e ouço religiosamente no meu MP3 todas as manhãs. Brinco que já sou "catequista" d'O Teatro Mágico, pois sempre que posso, divulgo o trabalho dos caras.
Na última quinta-feira, fiquei sabendo via twitter que eles estariam na Globo, na novela da oito. Para quem não conhece, a trupe é conhecida por suas poesias musicadas, mas também pela atividade política, revolucionária, crítica e indignada. Defendem a música livre na internet, a liberdade de expressão... Enfim, uma carga política forte, que sempre criticou a mídia de massa, o sucessinho via jabá... as bandas de uma música só. Sempre criticaram a TV Globo, mas sabem da sua força, do seu poder de adesão junto ao público brasileiro.
Ouso dizer que, enquanto estamos indo com a farinha, a poderosa emissora está vindo com o bolo pronto... Reparem que o BBB10 foi "uber"envolvido com a rede mundial de computadores... Os participantes no twitter, Serginho já era "famoso" no Youtube, as votações pelo site, interações do público em provas e testes que mudavam a "vida" dos brothers dentro da casa.
Agora vimos em horário nobre aqueles caras que levantam a bandeira do MPB (Música para Baixar), que participam de fóruns e debates falando sobre leis, política; um projeto que cresceu, se firmou junto a um público fiel graças a internet. Uma trupe que sabe muito bem o que fazer para mobilizar seu público, quando está em frente o teclado.
O que me parece? Bom para os dois lados.
Para O Teatro Mágico que precisa comer, se manter, morar e tudo que todos os artistas precisam: divulgar seu MA-RA-VI-LHO-SO trabalho.... e também para a Globo que já se deu conta da força que tem a individualidade coletiva que existe na internet.
A Globo qualifica seu público, pessoas politizadas, críticas, que curtem OTM, e além de tudo tem seu nome "bombando" na web... seja o nome da emissora, seja o nome da novela... que tb precisa de audiência.
Mais uma vez manifesto meu apreço pela trupe-circo-banda-grupo-poetas-músicos que formam O Teatro Mágico. Que mais música de qualidade eles possam produzir e nos encantar.
Que a Globo e todas as demais emissoras, rádios, jornais impressos de grande circulação se rendam ao nosso pequenino "Quem não se comunica, se trumbica", que ironicamente, tem em seu nome, um célebre jargão de um poderoso apresentador global - Chacrinha!
Beijos e abraços \o/
*Fotos de Mel Danda: Fernando Anitelli, vocalista, músico e compositor de O Teatro Mágico
sábado, 17 de abril de 2010
A Era das Facilidades

O nosso retrato diário no século XXI: colher os frutos da modernidade. Correr sempre de um lado para o outro atrás de limites e prazos que nós mesmos nos impomos (aida que sejam humanamente impossíveis de serem cumpridos). Refletindo sobre isso nas minhas tantas idas e vindas, apelidei minha maneira de viver como "A Era das Facilidades".
O que tivemos após a Revolução Industrial? Profundo impacto no processo produtivo em nível econômico e social, o boom da tecnologia, a inteligência digital adaptada ao nosso cotidiano, o que resultou numa estrondosa evolução em todos os sentidos. Ao longo das últimas décadas, as gerações vêm experimentando essa evolução, consumindo-a e igualmente adaptando-se a ela. A todo momento, admitimos mais e mais equipamentos à nossa disposição, máquinas inventadas e aperfeiçoadas para suprir as necessidade do lar ou do ambiente empresarial, capazes de substituir a mão-de-obra humana, ainda que isso demande grandes investimentos que se pagam em curto ou médio prazo e eliminem uma dor de cabeça para os grandes empresários high-techs.
Então, defendo aqui a minha teoria: a tecnologia nos trouxe à "Era das Facilidades". Consegues perceber o que isso significa? As facilidades nada mais são do que uma ligeira (e maravilhosa!) canalização da tecnologia para o bem-estar e a comodidade do ser-humano. É isso que eu digo, e é este o meu modo de viver. Admiro e acho fundamental até as máquinas exclusivas para o aquecimento de água para o chimarrão. No supermercado, vou direto à prateleira que me oferece a embalagem de leite de caixinha com tampa de rosca, à couve já cortada e embalada, aos tomates em bandeja; ao bolo pronto, aos guardanapos de papel; aos jogos americanos que substituem a toalha da mesa de jantar. O controle remoto do ar-condicionado; o portão eletrônico da garagem; o roteador que permite acesso à internet a partir de todos os computadores existentes lá em casa. Tudo isso é muito maravilhoso! E não me restrinjo aqui apenas à tecnologia em equipamentos, não. Mais importante que isso considero as facilidades nos serviços de que necessitamos e admiro as empresas que têm se adaptado a essa realidade. Porém, parece que estamos indo até num sentido contrário. Para marcar um horário no dentista, quero poder ligar para a central num sábado à tarde e ser atendida. Quero enviar um e-mail de "Fale conosco" a uma instituição pública e receber resposta. Quero entrar numa farmácia e comprar meu produto preferido sem ter que depender de atraso de fornecimento. Quero bons restaurantes perto da minha casa e não apenas nos bairros mais charmosos da cidade. Quero a otimização do atendimento bancário, já que nunca teremos as agências abertas no final de semana, tampouco até às 22h. Quero ter acesso a todas as bibliotecas do mundo, a todos os trabalhos de conclusão, dissertações e teses sem ter que pagar por isso ou ir até lá.
Bem, esta é a minha percepção de facilidades. Sei que algumas delas ainda estão longe de se tornarem uma realidade, mas acredito que nos encaminhamos para isto. Por enquanto, minha percepção preferida de facilidade é não ter que cozinhar. Isso sim é o suprassumo da facilidade e da felicidade. Perto disso, o resto é apenas um detalhe.
Abraço!
O que tivemos após a Revolução Industrial? Profundo impacto no processo produtivo em nível econômico e social, o boom da tecnologia, a inteligência digital adaptada ao nosso cotidiano, o que resultou numa estrondosa evolução em todos os sentidos. Ao longo das últimas décadas, as gerações vêm experimentando essa evolução, consumindo-a e igualmente adaptando-se a ela. A todo momento, admitimos mais e mais equipamentos à nossa disposição, máquinas inventadas e aperfeiçoadas para suprir as necessidade do lar ou do ambiente empresarial, capazes de substituir a mão-de-obra humana, ainda que isso demande grandes investimentos que se pagam em curto ou médio prazo e eliminem uma dor de cabeça para os grandes empresários high-techs.
Então, defendo aqui a minha teoria: a tecnologia nos trouxe à "Era das Facilidades". Consegues perceber o que isso significa? As facilidades nada mais são do que uma ligeira (e maravilhosa!) canalização da tecnologia para o bem-estar e a comodidade do ser-humano. É isso que eu digo, e é este o meu modo de viver. Admiro e acho fundamental até as máquinas exclusivas para o aquecimento de água para o chimarrão. No supermercado, vou direto à prateleira que me oferece a embalagem de leite de caixinha com tampa de rosca, à couve já cortada e embalada, aos tomates em bandeja; ao bolo pronto, aos guardanapos de papel; aos jogos americanos que substituem a toalha da mesa de jantar. O controle remoto do ar-condicionado; o portão eletrônico da garagem; o roteador que permite acesso à internet a partir de todos os computadores existentes lá em casa. Tudo isso é muito maravilhoso! E não me restrinjo aqui apenas à tecnologia em equipamentos, não. Mais importante que isso considero as facilidades nos serviços de que necessitamos e admiro as empresas que têm se adaptado a essa realidade. Porém, parece que estamos indo até num sentido contrário. Para marcar um horário no dentista, quero poder ligar para a central num sábado à tarde e ser atendida. Quero enviar um e-mail de "Fale conosco" a uma instituição pública e receber resposta. Quero entrar numa farmácia e comprar meu produto preferido sem ter que depender de atraso de fornecimento. Quero bons restaurantes perto da minha casa e não apenas nos bairros mais charmosos da cidade. Quero a otimização do atendimento bancário, já que nunca teremos as agências abertas no final de semana, tampouco até às 22h. Quero ter acesso a todas as bibliotecas do mundo, a todos os trabalhos de conclusão, dissertações e teses sem ter que pagar por isso ou ir até lá.
Bem, esta é a minha percepção de facilidades. Sei que algumas delas ainda estão longe de se tornarem uma realidade, mas acredito que nos encaminhamos para isto. Por enquanto, minha percepção preferida de facilidade é não ter que cozinhar. Isso sim é o suprassumo da facilidade e da felicidade. Perto disso, o resto é apenas um detalhe.
Abraço!
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Grandes idéias e o encantamento do reizinho
Não foi pela evolução da vela que se chegou a lâmpada.
Autor desconhecido
::
Grandes idéias necessitam de tempo, cuidado e carinho. A diferença entre um bom trabalho e um trabalho extraordinário está no tempo que você dedica para estudar a necessidade do que lhe foi demandado, para entender a natureza do trabalho que deverá ser executado. E eu não estou contando o tempo em sua infinidade de segundo, minutos e horas, mas pela sua qualidade.
Algumas pessoas possuem a habilidade de entender, de captar a alma de cada trabalho, de cada situação, sem grandes esforços... Mas isso é um dom! Quem não nasce com essa habilidade precisa criar mecanismos para aprender a interpretar o que o cliente está pedindo. Não importa como, o importante é conseguir escanear a essência, a alma, os desejos e os medos dos clientes.
Nada é mais desmotivador do que receber um trabalho em seu estado primário. Nada desestimula mais o cliente do que se deparar com o óbvio, com o lógico, com o: - isso até o meu irmão de 15 anos consegue fazer!
O cliente quer algo novo, inédito. Na verdade pode até ser uma idéia velha, mas deve ser inédito pra ele e satisfazer, acima de tudo, as suas expectativas. O cliente quer ser encantado.
Quem ainda não entendeu isso não merece nem a insatisfação do cliente, pois não saberia nem o que fazer com ela.
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