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sábado, 8 de junho de 2013

O virtual morreu

Sinto informar, mas foi-se o tempo em que as situações tinham a distinção entre o real e o virtual.
O virtual morreu.
Somos os mesmos em todas as telas. Mesmo que façamos a distinção de qual parte de nós publicaremos em cada tela. Somos reais enquanto teclamos no bate-papo do Facebook. Somos reais quando desejamos feliz aniversário para as pessoas, mesmo que por escrito... Somos reais quando saímos para tomar um chopp com os amigos, ou simplesmente fazemos uma reunião via skype.
Nossa realidade está diferente, caros amigos, isso sim.
Há muito já ouvi Martha Gabriel falando sobre os imigrantes e os nativos.. só não lembro se ela citava algum autor.
Imigrante sou eu, que vi uma máquina de escrever, que conheci carbono para fazer cópia de documento. Imigrante conheceu ficha telefônica, fichinha de ônibus para pagar a passagem, telefone com gancho.
Nativos são todos aqueles que nasceram na era digital, sabendo o que fazer ao tocar numa tela touch, que não se surpreendem em comprar um produto num e-commerce que venha da china, de container, atravessando oceanos. Imigrante é alguém que joga um video game interagindo com a tela sem fio algum, numa boa. É alguém que é impaciente com o tempo que o satélite demora para dar uma resposta no celular que vem láááááá de fora da Terra.
O que dividimos entre real e virtual, faz parte da construção de uma nova realidade.
Tudo faz parte de nós. De quem nós somos.
A foto de festa, carinha de bebum vai ser visto pelo chefe... não tem jeito. E tem mais, colocou na rede, não tem mais volta. Fica lá pra sempre. Vai dizer que é virtual? Pode ser determinante para o futuro.
Somos seres sociais, senhoras e senhores.
E as redes sociais, mostram muito mais de nós do que podemos imaginar.
As marcas, as empresas já não são mais distintas: reais e virtuais. As empresas são mistas... por mais que a operação seja real, toda a construção de marca já está nas redes sociais.
Querido empresário, dividir redes sociais das estratégias de comunicação é um prato cheio para consumidores críticos. E somos cada vez mais críticos. Por mais que nossas compras sejam virtuais, comentamos com nossos amigos sobre essas experiencias em todos os meios.
Sua marca, a experiência de compra de seu negócio não tem mais volta, ela é total. Global.
Virtual e real ao mesmo tempo. Ganha a empresa que souber transitar por esses meios com maior agilidade.
O mesmo se aplica para as agências de propaganda e agências digitais. Não dá para ter estratégias diferentes, de forma separada. As linguagens sim são diferentes, mas as campanhas tem que ser multimídia.
Multiplataforma.
Como publicitários, acredito que temos que saber nos comunicar num tweet com apenas 140 caracteres e num livro comemorativo de 100 anos da empresa. Mesmo que tenhamos que nos cercar de especialistas para concretiza-los.
O pensamento amplo, multi-telas, com atenção para os detalhes faz com que as empresas tenham uma presença única, coesa, coerente. Atitude coerente é o que queremos. Quando falamos na era da transparência, na verdade, estamos atrás de pessoas, marcas, empresas, serviços que sejam e digam a mesma coisa.
Chega do Marketing virtual.... queremos um marketing real, com estratégias físicas, outdoor e indoor, e digitais, e em todas as telas com a mesma mensagem. Chega de separações e distinções que só fazem contribuir para uma atmosfera de incoerência dos discursos.
Muitos profissionais são contratados por seus currículos e a grande maioria é demitida por questões comportamentais.. Isso sim é virtual. A profissional que eu sou não está no meu currículo. Ali só estão minhas competências técnicas. O que todos podem aprender. É virtual... recrutadores leem meu currículo e imaginam como eu seria contratada para uma determinada vaga, mas, ainda assim, precisam me entrevistar, me submeter a dinâmicas de grupos, provas de nivelamento, etc.
Com as marcas funciona da mesma forma, temos vários pontos de contato. E muitas vezes parece que isso não é bom. Mas só não será bom, se não formos coesos. Verdadeiramente coerentes.

Acredito que estamos deixando passar a era da transparência para entrar na era do relacionamento.
E relacionamento, caros leitores, transpõem todas as barreiras.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Compras coletivas: oportunidade para pequenos

Foi devorando, como de costume, as matérias do Mundo do Marketing que me dei conta de que não falamos muito por aqui sobre sites de compras coletivas, um "universo paralelo" do varejo que vem progredindo dia a dia em número de clientes, de anunciantes, volume de vendas e, por isso mesmo, em popularidade. Na qualidade de uma atenta espectadora do boom que eles vêm protagonizando, tentei furungar algum ensinamento dessa história toda.

O conceito de compra coletiva surgiu em 2008 nos Estados Unidos e desembarcou no Brasil no início do ano passado. Os sites oferecem descontos em serviços válidos depois de atingirem uma quantidade mínima de interessados. É louvável o senso positivo de oportunidade do qual resultaram as empresas desse segmento: num momento em que vivemos a "Era das Facilidades", é natural e cômodo encontrarmos à disposição na web todos os gêneros, da nossa primeira à última necessidade. Ainda mais se levarmos em conta o crescente investimento em branding, disseminação de conteúdo em redes sociais, barateamento da banda larga, plataformas integradas, boas campanhas de e-mail-marketing...

Segundo levantamento realizado pelo IDG Now, em dezembro de 2010 havia no Brasil 405 sites de compras coletivas. Em fevereiro deste ano, foram registrados nada menos que 1.025, um aumento de 153% em apenas dois meses, para o deleite daqueles internautas que consomem, através desses portais, serviços, cultura e gastronomia - porque a comercialização de bens ainda não é possível.

Peixe Urbano, Comprado, ClickOn, GrupOn/Clube Urbano, Desejomania, tantos e tantos outros! O modelo de compra coletiva prolifera-se no mundo inteiro e atrai audiência. Com isso, parei para pensar o que isso agregaria a pequenas empresas. Estou convencida de que a compra coletiva pode ser uma ótima opção para os micro e pequenos empresários, uma vez que para estes - em tese - é mais penoso dispender investimento para posicionamento da marca. Eu aconselharia uma dose de PLANEJAMENTO.

Antes de mais nada, um diagnóstico é preciso. Quantos clientes a empresa é capaz de atender ao mesmo tempo? Há recursos financeiros, de pessoal, de estoque, de logística, de infraestrutura, de tecnologia para atender a estes clientes? Será necessário investir em mais recursos ou a estrutura atual já comportaria uma demanda maior? De quanto seria esse investimento? Quanto ao atendimento, seus funcionários estão treinados para representarem bem a sua marca? Eles estarem insatisfeitos com o ambiente de trabalho que encontram diariamente pode ser um furo a transparecer ao seu consumidor através de primeiras impressões ruins.

Em geral, sites de compras coletivas oferecem critérios para a comercialização eletrônica, como por exemplo a delimitação de quantidade n de vendas até onde a empresa é capaz de atender, se este for o caso. É apenas uma questão de acordo prévio. E atente ao fato de que esses sites, em sua maioria, ficam com mais de 50% do valor da oferta, que já está abaixo do preço normal. As empresas sujeitam-se a receber um valor inferior ao de custo para ganhar uma publicidade no mailing dos sites de compras e ganhar novos consumidores.

E então, você já imaginou tudo indo por água abaixo por falta de antecipação estratégica para entrar nesse mercado? Pior do que não ter novos clientes é perder os que já existem. E reconquistá-los sai muito mais caro! Sem planejamento, não rola. Com toda certeza.


Abraço!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Redes sociais

Gente,
tenho estudado muito, lido muitas coisas sobre marketing digital, então vou me dedicar a escrever sobre a comunicação pela web mesmo...

O foco do post de hoje são as redes sociais.
A última que fiquei sabendo foi a http://www.planely.com/ - e promete uma maneira diferente de vc andar de avião.
Basicamente vc descobre quem está no mesmo voo que vc... descobre afinidades e se estão no mesmo hotel, podendo utilizar o mesmo taxi para deslocamento.

Acho que é uma ótima opção para quem viaja sozinho, a passeio... talvez executivos, pessoas que voam a negocios não tenham interesse.. talvez esse seja o momento de descanso, de atualização da leitura...
Enfim, tenho dúvidas com relação à segurança. Será que as pessoas vão fazer o "checkin" na rede social para descobrir quem voa com elas? Em qual portão embarcam? Talvez os anonimos se encontrem, mas os assediados estão sempre buscando o anonimato...

E vc, o que acha?!?