Sinto informar, mas foi-se o tempo em que as situações tinham a distinção entre o real e o virtual.
O virtual morreu.
Somos os mesmos em todas as telas. Mesmo que façamos a distinção de qual parte de nós publicaremos em cada tela. Somos reais enquanto teclamos no bate-papo do Facebook. Somos reais quando desejamos feliz aniversário para as pessoas, mesmo que por escrito... Somos reais quando saímos para tomar um chopp com os amigos, ou simplesmente fazemos uma reunião via skype.
Nossa realidade está diferente, caros amigos, isso sim.
Há muito já ouvi Martha Gabriel falando sobre os imigrantes e os nativos.. só não lembro se ela citava algum autor.
Imigrante sou eu, que vi uma máquina de escrever, que conheci carbono para fazer cópia de documento. Imigrante conheceu ficha telefônica, fichinha de ônibus para pagar a passagem, telefone com gancho.
Nativos são todos aqueles que nasceram na era digital, sabendo o que fazer ao tocar numa tela touch, que não se surpreendem em comprar um produto num e-commerce que venha da china, de container, atravessando oceanos. Imigrante é alguém que joga um video game interagindo com a tela sem fio algum, numa boa. É alguém que é impaciente com o tempo que o satélite demora para dar uma resposta no celular que vem láááááá de fora da Terra.
O que dividimos entre real e virtual, faz parte da construção de uma nova realidade.
Tudo faz parte de nós. De quem nós somos.
A foto de festa, carinha de bebum vai ser visto pelo chefe... não tem jeito. E tem mais, colocou na rede, não tem mais volta. Fica lá pra sempre. Vai dizer que é virtual? Pode ser determinante para o futuro.
Somos seres sociais, senhoras e senhores.
E as redes sociais, mostram muito mais de nós do que podemos imaginar.
As marcas, as empresas já não são mais distintas: reais e virtuais. As empresas são mistas... por mais que a operação seja real, toda a construção de marca já está nas redes sociais.
Querido empresário, dividir redes sociais das estratégias de comunicação é um prato cheio para consumidores críticos. E somos cada vez mais críticos. Por mais que nossas compras sejam virtuais, comentamos com nossos amigos sobre essas experiencias em todos os meios.
Sua marca, a experiência de compra de seu negócio não tem mais volta, ela é total. Global.
Virtual e real ao mesmo tempo. Ganha a empresa que souber transitar por esses meios com maior agilidade.
O mesmo se aplica para as agências de propaganda e agências digitais. Não dá para ter estratégias diferentes, de forma separada. As linguagens sim são diferentes, mas as campanhas tem que ser multimídia.
Multiplataforma.
Como publicitários, acredito que temos que saber nos comunicar num tweet com apenas 140 caracteres e num livro comemorativo de 100 anos da empresa. Mesmo que tenhamos que nos cercar de especialistas para concretiza-los.
O pensamento amplo, multi-telas, com atenção para os detalhes faz com que as empresas tenham uma presença única, coesa, coerente. Atitude coerente é o que queremos. Quando falamos na era da transparência, na verdade, estamos atrás de pessoas, marcas, empresas, serviços que sejam e digam a mesma coisa.
Chega do Marketing virtual.... queremos um marketing real, com estratégias físicas, outdoor e indoor, e digitais, e em todas as telas com a mesma mensagem. Chega de separações e distinções que só fazem contribuir para uma atmosfera de incoerência dos discursos.
Muitos profissionais são contratados por seus currículos e a grande maioria é demitida por questões comportamentais.. Isso sim é virtual. A profissional que eu sou não está no meu currículo. Ali só estão minhas competências técnicas. O que todos podem aprender. É virtual... recrutadores leem meu currículo e imaginam como eu seria contratada para uma determinada vaga, mas, ainda assim, precisam me entrevistar, me submeter a dinâmicas de grupos, provas de nivelamento, etc.
Com as marcas funciona da mesma forma, temos vários pontos de contato. E muitas vezes parece que isso não é bom. Mas só não será bom, se não formos coesos. Verdadeiramente coerentes.
Acredito que estamos deixando passar a era da transparência para entrar na era do relacionamento.
E relacionamento, caros leitores, transpõem todas as barreiras.
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sábado, 8 de junho de 2013
O virtual morreu
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sexta-feira, 12 de abril de 2013
#euconfesso
Oi, gente!
#euconfesso que me ocupei de
outras coisas (algumas chatas, outras bacanas) no meu dia-a-dia e não postei
mais nada. Jamais por falta de interesse! É que o apartamento novo está roubando
toda a minha atenção.
#euconfesso que me deu uma baita
vontade de voltar para cá depois de ver o resultado da campanha do BackBuzz, da Ativa Multicanal, pelas ruas de Porto Alegre.
O plano de ação é assinado por
Maikel Rosa, chamado para destacar o principal produto da Ativa: o
busdoor. O resultado foi o novo BackBuzz, que veio para provar aos anunciantes
e público em geral que um canal de comunicação móvel pode impactar e gerar
grande repercussão. Os cartazes de #euconfesso deixaram-me com a pulga atrás da
orelha. Coloridos e sem assinatura, intrigaram-me ainda mais. Hummmm, pensei, o que pode estar
acontecendo aqui?
Em seu blog, Maikel conta que a
intenção foi de atingir, além da população, também os anunciantes, desmistificando
a concepção de que a mídia de traseira de ônibus está vinculada ao público
usuário deste transporte. Gente, não!!! Por favor, de onde é que tiraram esta
ideia? Pensem comigo: o busdoor localiza-se do lado externo dos coletivos. Os
usuários de coletivos andam dentro dos coletivos, e não fora deles. Logo,
tcharam, os maiores atingidos certamente não serão os usuários, e sim todos os
motoristas e demais habitantes que veem os ônibus por trás, já que grande parte
das linhas de Porto Alegre não circulam pelos corredores. Sempre defendi o uso
desta mídia, pois acredito que ela pode ser bem pensada e pulverizada nas regiões
da cidade que queiramos atingir, enquanto anunciantes. A Ativa lança esta releitura de sua mídia em trânsito justificando com a grande
ocorrência de coletivos trafegando em vias arteriais e passando por grande concentração de pessoas, como hospitais, shoppings, faculdades, pontos
turísticos e outros. Funciona sim!
Pois bem, Maikel revela que os teasers veiculados no próprio produto agitaram as
redes sociais. A hashtag #euconfesso foi dissipada em diversos
BackBuzz com confissões curiosas, e o pessoal começou a fazer a mesma coisa
pelo Twitter. Cada mensagem postada era direcionada a um hotsite, que depois foi revelado como local na
web onde as pessoas poderiam conferir as confissões umas das outras em tempo
real. O site euconfesso.eu teve centenas de visitas e uma missão cumprida:
mostrar o quanto uma traseira de ônibus pode dar o que falar. E a Ativa
Multicanal coloca-se, mais uma vez, à frente. Se tu olhares no site da empresa,
encontrarás o lançamento do que estão chamando de “a mídia Premium de Porto
Alegre”.
#euconfesso: realmente não
imaginava que esse buzz fosse por causa
deste produto. Show de bola!
Vale a pena darem uma conferida, senhores anunciantes. Boas vendas!
Abraço! \o/
quarta-feira, 13 de julho de 2011
60 segundos... sim, só um minuto!
Pessoal, o grafico acima mostra quanta coisa acontece em apenas um minuto de internet.
Certamente temos um pequeno retrato referente à apenas algumas atividades que o povo está fazendo na rede mundial de computadores... tenho certeza que a atividade é muito mais intensa!
Mas, só pelo que tá aqui... estamos com cada vez menos tempo livre, hein?!
Faço a maior parte dessas atividades no meu dia a dia e ainda assim, confesso que fiquei surpresa...
Os numeros sao altos para apenas um minutinho.
Loucura, né?! Welcome to my world... hehehehehhehe....
E cadê de encontrar o oceano azul, gente, nesse meio?!?! (Sim, eu estou lendo "A Estratégia do Oceano Azul"! hehehehehe...)
Comenta aí! O que vc faz com seus 60 segundinhos de internet!?!?
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Varejistas deveriam utilizam mais as mídias sociais, diz estudo
Já ouvi de muitos varejistas que pesquisa é caro, pesquisa não é eficiente para saber a opinião dos consumidores...
Bom, pelas redes sociais, "seus problemas acabaram"!
Nas redes sociais podemos inclusive aprender com o "erro" dos outros, reparem como podemos gerenciar termos relacionados aos concorrentes e saberemos o que os consumidores estão achando de uma promoção ou novo produto/serviço.
Leia na integra:
Abraço
sexta-feira, 20 de maio de 2011
mobile-commerce
Oi povo!!!
Como estão? Tudo? Por aqui sempre no ritmo - aprender, aprender e aprender...
No post de hoje compartilho com vcs algo que eu acredito que vai virar uma tendência no varejo em pouco tempo: m-commerce, ou mobile-commerce, vendas pelo celular.
Com a popularização de modelos como I-phone e outros smartphones, a medida que for barateando os pacotes de dados das operadoras no Brasil, vamos rumo aos pagamentos digitais por celular!
Eu não vejo a hora de comprar o meu, e só não tenho agora pq a reforma na casinha está consumindo as economias!!! hehehehehehe...
Então deixo para vcs darem uma olhada a matéria do Wall Street Journal que comprova a mudança de hábitos de compra em função desses celulares mágicos!
Como estão? Tudo? Por aqui sempre no ritmo - aprender, aprender e aprender...
No post de hoje compartilho com vcs algo que eu acredito que vai virar uma tendência no varejo em pouco tempo: m-commerce, ou mobile-commerce, vendas pelo celular.
Com a popularização de modelos como I-phone e outros smartphones, a medida que for barateando os pacotes de dados das operadoras no Brasil, vamos rumo aos pagamentos digitais por celular!
Eu não vejo a hora de comprar o meu, e só não tenho agora pq a reforma na casinha está consumindo as economias!!! hehehehehehe...
Então deixo para vcs darem uma olhada a matéria do Wall Street Journal que comprova a mudança de hábitos de compra em função desses celulares mágicos!
Um super abraço conectado daqui e deixem seus comentários..
Quem aí já mudou algum hábito por causa dessas compras e pagamentos pelo celular?
Beijos \o/
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Youtube
Não sei se sou a única, mas de vez em quando, sinto aquela preguicinha em ouvir videos em inglês sem legenda...Na correria, e com o meu inglês tupiniquim, pode ser que eu entenda tudo errado, né?!
Sempre tenho essa sensação... talvez seja a falta de fluência.
Bom, para os preguicinhas como eu, deixo a dica de que o youtube está traduzindo seu video e colocando legendas em diversas linguas!
Não é o "supra-sumo" (entregando a idade!) da tradução, mas quebra o galho!
Segue o passo-a-passo:
Às vezes aparecem alguns errinhos, releva vai.. o serviço tá em Beta, mas eu já declaro meu amor!!!
hahahahaha
E vocês o que acham?
Beijos
Sempre tenho essa sensação... talvez seja a falta de fluência.
Bom, para os preguicinhas como eu, deixo a dica de que o youtube está traduzindo seu video e colocando legendas em diversas linguas!
Não é o "supra-sumo" (entregando a idade!) da tradução, mas quebra o galho!
Segue o passo-a-passo:
![]() |
| Na barrinha do video, passe o mouse sobre a sigla "CC" |
![]() |
| Vai aparecer essa janelinha preta.. |
![]() |
| Você deve escolher a opção "Transcrever áudio" |
![]() |
| Em seguida escolha transcrever legendas. |
![]() |
| Aparece no meio da tela um quadro com a lista de línguas que você pode escolher. |
![]() |
| Se quiser conferir suas escolhas fica definido no final da lista a opção de tradução que você configurou! |
![]() |
| Agora é só curtir seu video traduzidinho!!! |
hahahahaha
E vocês o que acham?
Beijos
quarta-feira, 4 de maio de 2011
As mídias sociais
Uma colega fez uma matéria sobre Midias Sociais e pediu que eu comentasse sobre algumas coisas...
Tá aí o resultado.
Não esqueçam de comentar no final!
Beijos
Tá aí o resultado.
Não esqueçam de comentar no final!
Beijos
sábado, 9 de abril de 2011
Ah, se navegar na internet queimasse calorias...

Foi numa conversa informal com algumas colegas de profissão, em que falávamos de nossa fascinação por textos, internet, comunicação, tecnologia, redes, novidades, bons professores, salada de frutas e capuccino "da casa", que lancei esta, mais como uma pensamento alto: "Ah, se navegar na internet queimasse calorias...", tendo em mente o tempo que passamos em frente ao pc, gerando ou consumindo conteúdo. Ah, foi risada geral, e as frases que decorreram daí foram o estopim para este post. Típica filosofia feminina de boteco!
De acordo com números atualizados em março último no To be Guarany, somos no Brasil 73,9 milhões de internautas a partir de 16 anos. Isso posiciona nosso país como o 5º em número de conexões à Internet. Destes, 41,7 milhões são ativos (leia-se aqueles que acessam a internet regularmente), cujos principais locais de acesso são lan houses (31%), a própria casa (27%) e da casa de parentes ou amigos, com 25%. Em se tratando de tempo médio de navegação - e esta é a primeira inferência do meu raciocínio filosófico botequiano -, o comportamento do intenauta brasileiro caracteriza-se por manter-se constantemente na liderança mundial. Em julho de 2009, os índices eram de 48 horas e 26 minutos ao mês por pessoa, considerando apenas a navegação em sites. Agora, este dado subiu para 71 horas e 30 minutos, levando em conta também o uso de aplicativos ativos online como mensagens, tocadores de música, programas de download, de voz sobre IP, e outros. E saibam que já são 87% dos brasileiros presentes nas redes sociais, nas quais investem 20% de seu tempo online gasto pelos brasileiros (Uol Tecnologia).
Há artigos, como o publicado pela revista Current Directions in Psychological Science, que defendam que internet faz bem à saúde, uma vez que pode ser utilizada em prol do fortalecimento de laços de amizade já existentes pessoalmente. Ainda pela perspectiva psicológica e da ciência social, área dos autores, os internautas sentem-se livres nos chats para falarem mais abertamente sobre assuntos que envolvam emoções, sentimentos, vulnerabilidades, contribuindo para a formação de sua personalidade e diminuindo o stress. Essa conclusão eu acho meio "viajandona"; prefiro posicionar-me conforme o GloboPT, que afirma que a pesquisa na Internet pode ajudar a manter a memória ágil, especialmente em idosos. Estou certa de que esta percepção indica atividade cerebral intensa quando estamos em rede.
Superinteressante afirma que o organismo humano gasta, por minuto, de 0,028 a 0,040 calorias no ato de pensar, ou uma média de dezesseis calorias a cada oito horas. Esta é a minha segunda e decepcionada inferência, hehehe: é o equivalente a uma bala... Francamente, este dado não é muito animador. Se multiplicarmos essas 16 calorias pelas 71,5 horas que ficamos online, teremos a queima média de 1.144 calorias por mês, o que corresponde a pouco mais de 1/8 de kilo emagrecido. Em outras palavras, é irrisório e até ridículo crer que pensar emagrece. Mas é adoravelmente aceitável e plausível preferir internet às esteiras.
Abraço!
quarta-feira, 30 de março de 2011
Compras coletivas: oportunidade para pequenos
Foi devorando, como de costume, as matérias do Mundo do Marketing que me dei conta de que não falamos muito por aqui sobre sites de compras coletivas, um "universo paralelo" do varejo que vem progredindo dia a dia em número de clientes, de anunciantes, volume de vendas e, por isso mesmo, em popularidade. Na qualidade de uma atenta espectadora do boom que eles vêm protagonizando, tentei furungar algum ensinamento dessa história toda. O conceito de compra coletiva surgiu em 2008 nos Estados Unidos e desembarcou no Brasil no início do ano passado. Os sites oferecem descontos em serviços válidos depois de atingirem uma quantidade mínima de interessados. É louvável o senso positivo de oportunidade do qual resultaram as empresas desse segmento: num momento em que vivemos a "Era das Facilidades", é natural e cômodo encontrarmos à disposição na web todos os gêneros, da nossa primeira à última necessidade. Ainda mais se levarmos em conta o crescente investimento em branding, disseminação de conteúdo em redes sociais, barateamento da banda larga, plataformas integradas, boas campanhas de e-mail-marketing...
Segundo levantamento realizado pelo IDG Now, em dezembro de 2010 havia no Brasil 405 sites de compras coletivas. Em fevereiro deste ano, foram registrados nada menos que 1.025, um aumento de 153% em apenas dois meses, para o deleite daqueles internautas que consomem, através desses portais, serviços, cultura e gastronomia - porque a comercialização de bens ainda não é possível.
Peixe Urbano, Comprado, ClickOn, GrupOn/Clube Urbano, Desejomania, tantos e tantos outros! O modelo de compra coletiva prolifera-se no mundo inteiro e atrai audiência. Com isso, parei para pensar o que isso agregaria a pequenas empresas. Estou convencida de que a compra coletiva pode ser uma ótima opção para os micro e pequenos empresários, uma vez que para estes - em tese - é mais penoso dispender investimento para posicionamento da marca. Eu aconselharia uma dose de PLANEJAMENTO.
Antes de mais nada, um diagnóstico é preciso. Quantos clientes a empresa é capaz de atender ao mesmo tempo? Há recursos financeiros, de pessoal, de estoque, de logística, de infraestrutura, de tecnologia para atender a estes clientes? Será necessário investir em mais recursos ou a estrutura atual já comportaria uma demanda maior? De quanto seria esse investimento? Quanto ao atendimento, seus funcionários estão treinados para representarem bem a sua marca? Eles estarem insatisfeitos com o ambiente de trabalho que encontram diariamente pode ser um furo a transparecer ao seu consumidor através de primeiras impressões ruins.
Em geral, sites de compras coletivas oferecem critérios para a comercialização eletrônica, como por exemplo a delimitação de quantidade n de vendas até onde a empresa é capaz de atender, se este for o caso. É apenas uma questão de acordo prévio. E atente ao fato de que esses sites, em sua maioria, ficam com mais de 50% do valor da oferta, que já está abaixo do preço normal. As empresas sujeitam-se a receber um valor inferior ao de custo para ganhar uma publicidade no mailing dos sites de compras e ganhar novos consumidores.
E então, você já imaginou tudo indo por água abaixo por falta de antecipação estratégica para entrar nesse mercado? Pior do que não ter novos clientes é perder os que já existem. E reconquistá-los sai muito mais caro! Sem planejamento, não rola. Com toda certeza.
Abraço!
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Ônibus com Wi-Fi na Grande Porto Alegre?

Sim, esta é a grande novidade da SOUL: veículos equipados com Wi-Fi, uma vantagem para seus clientes. Achei fe-no-me-nal quando vi este busão na Free Way!!!
A SOUL é uma empresa de ônibus que serve Alvorada atualmente com 177 linhas, onde 84 mil usuários deslocam-se todos os dias nesta cidade e outras como Porto Alegre, Guaíba, Viamão, Eldorado do Sul, Gravataí e a região do Distrito Industrial de Cachoeirinha. Reza seu site que o objetivo dessa organização é a melhoria contínua através do investimento em capital humano, tecnologia, na frota, na comunicação e no atendimento ao cliente. Bem, considerando que seus coletivos foram os primeiros dentro de Porto Alegre que eu vi oferecerem rede wireless aos passageiros, eu realmente acredito que esta é uma empresa que se renova e acompanha os movimentos do mercado.
Como usuária-curiosa que ainda não pegou este ônibus, quero muito descobrir se o acesso é rápido e 100% funcional. E, enquanto profissional, já fico imaginando como deve ser a interface com o cliente. Como pode-se saber o que este serviço irá agregar ao usuário? Como pode-se tirar o máximo de informações dele acerca disso? É possível redirecionar o acesso para uma página com a política de uso do sistema? Que tal uma breve pesquisa perguntando se acesso gratuito à internet no ônibus seria um fator determinante para preferir este meio de transporte e esta empresa? Poderia perguntar também com que frequência ele pretende acessar o Wi-Fi enquanto usa o transporte coletivo?... Nossa, minha mente vai longe nisso tudo.
Tu já utilizaste este serviço? Conte pra nós! E eu prometo que conto para vocês sobre a minha experiência futura.
P.S.: Perdoem a má qualidade da foto; meu click foi rápido para não perder o momento.
Abraço e Feliz Ano Novo!
A SOUL é uma empresa de ônibus que serve Alvorada atualmente com 177 linhas, onde 84 mil usuários deslocam-se todos os dias nesta cidade e outras como Porto Alegre, Guaíba, Viamão, Eldorado do Sul, Gravataí e a região do Distrito Industrial de Cachoeirinha. Reza seu site que o objetivo dessa organização é a melhoria contínua através do investimento em capital humano, tecnologia, na frota, na comunicação e no atendimento ao cliente. Bem, considerando que seus coletivos foram os primeiros dentro de Porto Alegre que eu vi oferecerem rede wireless aos passageiros, eu realmente acredito que esta é uma empresa que se renova e acompanha os movimentos do mercado.
Como usuária-curiosa que ainda não pegou este ônibus, quero muito descobrir se o acesso é rápido e 100% funcional. E, enquanto profissional, já fico imaginando como deve ser a interface com o cliente. Como pode-se saber o que este serviço irá agregar ao usuário? Como pode-se tirar o máximo de informações dele acerca disso? É possível redirecionar o acesso para uma página com a política de uso do sistema? Que tal uma breve pesquisa perguntando se acesso gratuito à internet no ônibus seria um fator determinante para preferir este meio de transporte e esta empresa? Poderia perguntar também com que frequência ele pretende acessar o Wi-Fi enquanto usa o transporte coletivo?... Nossa, minha mente vai longe nisso tudo.
Tu já utilizaste este serviço? Conte pra nós! E eu prometo que conto para vocês sobre a minha experiência futura.
P.S.: Perdoem a má qualidade da foto; meu click foi rápido para não perder o momento.
Abraço e Feliz Ano Novo!
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Você busca imagens free? Seus problemas acabaram!
... então foi perdendo um tempão procurando uma foto bacana para aplicar no Manual de Integração da empresa que eu descobri esse site. Cyclo.ps permite que você faça sua busca, de uma só vez, em vários bancos de imagens gratuitas; ou ainda pode optar pelo filtro e selecionar a busca apenas em bancos incluídos neste site. São eles:
Fica a minha dica solidária aos colegas que, assim como eu, também perdem horas e horas atrás de imagens interessantes e, acima de tudo, que sejam free!!!
Abraço!
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Decálogo sobre internet
O que é a rede? Como funciona? Quem é o dono?
Respostas que ninguém tem, mas que vale a pena refletir/discutir.
No material que recebi do CGI.br (Comitê Gestor de Internet), no último FIC (Fórum de Internet Corporativa) diz o seguinte:
I - A rede é livre e inimputável
II - A rede é neutra
III - A rede não é de ninguém, e é de todos
IV - Não há como segregar regiões da rede do conjunto total
V - Não há como eliminar um conteúdo que esteja na rede, seja ele “bom” ou “mau”
VI - É responsabilidade nossa o que a rede faz ou o que ela contem. A rede dá poder às mais nobres aspirações humanas. E também às piores...
VII - Se há regras na rede, elas só funcionarão se estiverem ancoradas na tecnologia e foram globais, para todos
VIII - A rede tende a permear tudo
IX - A rede, se tiver o sucesso que imaginamos, tornar-se-á invisível
X - A rede afetará profundamente as relações políticas, econômicas, culturais e de poder. O mundo é outro após a rede.
Só tenho um comentário a fazer: JÁ É.
Respostas que ninguém tem, mas que vale a pena refletir/discutir.
No material que recebi do CGI.br (Comitê Gestor de Internet), no último FIC (Fórum de Internet Corporativa) diz o seguinte:
I - A rede é livre e inimputável
II - A rede é neutra
III - A rede não é de ninguém, e é de todos
IV - Não há como segregar regiões da rede do conjunto total
V - Não há como eliminar um conteúdo que esteja na rede, seja ele “bom” ou “mau”
VI - É responsabilidade nossa o que a rede faz ou o que ela contem. A rede dá poder às mais nobres aspirações humanas. E também às piores...
VII - Se há regras na rede, elas só funcionarão se estiverem ancoradas na tecnologia e foram globais, para todos
VIII - A rede tende a permear tudo
IX - A rede, se tiver o sucesso que imaginamos, tornar-se-á invisível
X - A rede afetará profundamente as relações políticas, econômicas, culturais e de poder. O mundo é outro após a rede.
Só tenho um comentário a fazer: JÁ É.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
A internet como ferramenta estratégica para ampliação do varejo
"...acho que a ideia é motivar os lojistas e ao mesmo tempo ser realista..." Foi assim que comecei o meu email para o presidente da CDL Porto Alegre, Vilson Noer, quando ele me pediu dicas do que dizer para os lojistas que seriam nosso público no Almoço do Varejo que aconteceu ontem (28/09), no Plaza São Rafael.
Segui dizendo que o comércio eletrônico é um NOVO negócio.Quem acha que o varejo não tem como se reinventar, que não tem como modernizar, certamente está apartado dos números de crescimento de venda, de transações via comércio eletrônico e também do quão aquecido está esse mercado em função da novidade. Segundo o Ibope/Nielsen, o Brasil é o 5º país com o maior número de conexões à internet. Em setembro de 2009 éramos 66,3 milhões de internautas. Em dezembro do ano passado já éramos 67,5 milhões! Em apenas 3 meses mais de um milhão de brasileiros tiveram acesso a internet. Até 2012 a previsão é dobrar esse número, chegando a 2 bilhões.
Lojistas: estamos indo para um novo momento, um novo patamar, onde as vendas são importantes, mas não só a venda. Seus produtos estão mais expostos. A forma como você os entrega, como agiliza esse processo, o relacionamento com o seu cliente, tudo está em evidência.
Já repararam que o nosso consumidor está no conforto do seu lar e pensando na nossa marca, na nossa loja. Quanto isso vale?! É a preferência pela mente do consumidor novamente, só que agora de uma maneira virtual. Um virtual que já não distinguimos mais do real com tanta clareza...
Adentrar o “universo” do comércio eletrônico (e não é demagogia, trata-se MESMO de um UNIVERSO!) é investir num NOVO negócio. Não é mais uma filial. Não é como fazemos sempre. É novo. É se reinventar! Em 1982, a rede tinha 315 sites, hoje são mais de 170 milhões de páginas na internet. A concorrência continua grande...
Quando falo sobre o relacionamento com o cliente, percebo que nunca as pequenas informações foram tão importantes para conhecermos esse cliente e atendermos ele de uma maneira diferenciada. Como consumidora digo que estamos buscando a personalização dentro da identificação. Trata-se de um paradigma.
O tema do AV de ontem era "A internet como ferramenta estratégica para ampliação do varejo". É assim que a CDL Porto Alegre percebe as coisas. Espero que a representação do varejo de Porto Alegre a partir de hoje seja física E virtual. Assessorando os lojistas de modo que possam entrar nessa “onda” e obter resultados positivos, com mais segurança nas transações eletrônicas.
sábado, 3 de julho de 2010
YouTube acrescenta botão da vuvuzela ao seu reprodutor de vídeos
Ainda que o som predominante nas arquibancadas do Mundial de Futebol seja o das odiáveis vuvuzelas, tem quem goste. Prova disso é a nova funcionalidade disponibilizada aos internautas que navegam pelo YouTube, que acrescenta o som destes instrumentos aos filmes reproduzidos. O ícone do botão (localizado logo abaixo do vídeo) é uma bola de futebol que, quando acionado, toca a detestável trilha sonora não oficial de todas as partidas. Na figura abaixo, marquei com flechinha vermelha.De acordo com o blog português LibertyTuga, esta estratégia implementada pelo Youtube visa atrair mais visitantes ao portal, nem que seja apenas por curiosidade. Para a nossa alegria, a nova funcionalidade não está disponível em todos os vídeos e não é possível incluí-la em vídeos incorporados.
A título de conhecimento: a vuvuzela é bastante significativa nesta edição da Copa do Mundo por sua tradição na África do Sul. A história deste país conta que ela era utilizada por povos ancestrais sul-africanos para convocar reuniões entre tribos.
Abraço!
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Só mais um vídeo? Não, é muito mais...
A Comunicação é algo incrível mesmo e a internet muito mais... É um espetáculo. Quando eu acho que não é possível encontrar mais nada que me espante, eis que surge mais um vídeo viral.
Liberdade de crença já é uma coisa boa, agora junta isso com liberdade de expressão + internet + youtube = Armadilha de Satanás.
Viva a modernidade, a conectividade, a interatividade, a virgindade!!!!
Liberdade de crença já é uma coisa boa, agora junta isso com liberdade de expressão + internet + youtube = Armadilha de Satanás.
Viva a modernidade, a conectividade, a interatividade, a virgindade!!!!
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Como falar em Mídias Sociais sem dar nomes aos bois?

Editado de artigo publicado no blog da Espalhe Marketing de Guerrilha, pelo guerrilheiro Wagner Martins
Recentemente fiz uma apresentação sobre “Mídias Sociais” em um evento de comunicação. E, pelo próprio perfil do público (nada familiarizado com todas estas ferramentas e palavras da moda) me impus um desafio: explicar o que são mídias sociais sem mencionar palavras como “blog”, “twitter”, “orkut”, “facebook” ou mesmo “foursquare”. Missão difícil. Sair do meus vícios e tentar fazer pessoas que não fazem a menor questão de descobrir este “mundinho” atentar para a sua importância.
Comecei exemplificando o que seriam os meios de produção mais importantes no setor da comunicação, ou na indústria de mídia: armazenamento de informação (seja ele em disco, papel, fita VHS ou bits), distribuição de informação (seja ela via fibra ótica, freqüências de rádio, entrega de revista por correio ou exibição em salas de cinema) e, óbvio, produção de informação (seja ela feita com uma caneta, uma máquina de escrever, um computador, uma câmera de cinema, um celular ou um gravador).
Vejam agora alguns dados sobre o custo de cada um destes recursos nos últimos anos: o custo de armazenamento de informação em 1990 era de U$ 10 mil por Gb. Em 2000, este custo caiu para U$ 10. E, em 2010, custa apenas U$ 0,10 para armazenar a mesma quantidade de informação. Em 20 anos, o custo de um recurso essencial para a indústria da mídia caiu de 10 mil para 10 centavos. Já o custo de transmissão de informação: em 2005, um link que transmite 10 Gb por segundo custava U$ 120 mil por mês. Hoje, transmitir a mesma quantidade de dados custa 6 vezes menos: U$ 20 mil. Sente o drama: em apenas 5 anos, 6 vezes menos. O custo de acesso a ferramentas de produção de informação também caiu vertiginosamente. É só olhar a quantidade de peões usando celulares com câmeras nos estádios. Mas, pra seguir o mesmo padrão comparativo, o preço de um bom computador em 1995 era U$ 2500. Hoje, dá para comprar um bom computador por U$ 600. Ou U$ 250 se não tiver preconceito com os netbooks.
O barateamento das ferramentas essenciais da indústria de mídia obviamente favorece a sua disseminação. Ou democratização. Ou, melhor ainda, a sua socialização. E aí, sem medo de soar marxista, afirmo: estamos presenciando a socialização dos meios de produção de mídia. O povo, senhor dos meios de capital necessários para produzir mídia. Pois é, esta é a tal “mídia social”.
Se estivéssemos olhando uma série histórica de dados mostrando o barateamento dos meios de produção de cerveja a preços tão ridículos a ponto de tornar possível a sua democratização, estaríamos discutindo a “cerveja social”. Ou se houvesse indícios de que uma turbina eólica de geração de energia elétrica, que hoje custa U$ 10 mil, custará U$ 0,10 daqui a 20 anos, poderíamos começar a divagar sobre o mundo da “energia social”. Será que a Shell, General Eletric ou Furnas estariam preocupadas com isso? Ou elas estariam pensando: “desde que o mundo é mundo, eles compram energia da gente. Não é agora, que podem produzir a sua própria energia, que vão deixar de comprar”.
Pois este é o raciocínio da indústria da mídia. “Nós temos qualidade, o povo adora o que produzimos, idolatra nossas estrelas”… Acontece que, enquanto os meios de produção não nos pertenciam, as “suas estrelas” e a sua decisão do que é “qualidade”, eram soberanas. Não resta a menor dúvida que, em se tratando de conteúdo, a qualidade da “mídia burguesa” nunca será capaz de competir com a quantidade, diversidade e relevância da “mídia do povo”. Ou melhor, da “mídia social”.
Para quem ainda sonha em viver de compra ou venda de mídia (alô agencias de publicidade, alô veículos): só lamento informar, mas socializou. E não foi socializado à força por um Estado totalitário ou ditador populista, mas sim por uma força de mercado. Não deixe o paralelo com Marx te iludir. Isso não é um discurso de militante do PSTU, mas sim de alguém com fé nas sinalizações do mercado. Não tem meio termo. Não tem “convivência pacífica”. Se você não é mais dono das ferramentas de produção, lamento informar: não há mais-valia. Procure outro modelo de atuação onde a remuneração pela propriedade do capital ainda é possível.
E você, que deu a sorte de não estar em uma indústria socializada e ainda terá um emprego na próxima década: seu problema não é criar um blog pra sua empresa ou quantos seguidores conseguir no Twitter para a sua marca. Nem perca tempo contratando estagiário para isso. Bata na porta do seu acionista e diga: “Senhor, tenho uma boa notícia. Nossa organização agora é dona dos meios de produção de mídia. Temos um fabuloso universo socializado para nos comunicar e alavancar nossos negócios. Sem mais pagar pedágio para a burguesia dos Marinho ou dos Civita. Sem mais pagar comissão para os Mendonça ou para os Guanaes”.
Comecei exemplificando o que seriam os meios de produção mais importantes no setor da comunicação, ou na indústria de mídia: armazenamento de informação (seja ele em disco, papel, fita VHS ou bits), distribuição de informação (seja ela via fibra ótica, freqüências de rádio, entrega de revista por correio ou exibição em salas de cinema) e, óbvio, produção de informação (seja ela feita com uma caneta, uma máquina de escrever, um computador, uma câmera de cinema, um celular ou um gravador).
Vejam agora alguns dados sobre o custo de cada um destes recursos nos últimos anos: o custo de armazenamento de informação em 1990 era de U$ 10 mil por Gb. Em 2000, este custo caiu para U$ 10. E, em 2010, custa apenas U$ 0,10 para armazenar a mesma quantidade de informação. Em 20 anos, o custo de um recurso essencial para a indústria da mídia caiu de 10 mil para 10 centavos. Já o custo de transmissão de informação: em 2005, um link que transmite 10 Gb por segundo custava U$ 120 mil por mês. Hoje, transmitir a mesma quantidade de dados custa 6 vezes menos: U$ 20 mil. Sente o drama: em apenas 5 anos, 6 vezes menos. O custo de acesso a ferramentas de produção de informação também caiu vertiginosamente. É só olhar a quantidade de peões usando celulares com câmeras nos estádios. Mas, pra seguir o mesmo padrão comparativo, o preço de um bom computador em 1995 era U$ 2500. Hoje, dá para comprar um bom computador por U$ 600. Ou U$ 250 se não tiver preconceito com os netbooks.
O barateamento das ferramentas essenciais da indústria de mídia obviamente favorece a sua disseminação. Ou democratização. Ou, melhor ainda, a sua socialização. E aí, sem medo de soar marxista, afirmo: estamos presenciando a socialização dos meios de produção de mídia. O povo, senhor dos meios de capital necessários para produzir mídia. Pois é, esta é a tal “mídia social”.
Se estivéssemos olhando uma série histórica de dados mostrando o barateamento dos meios de produção de cerveja a preços tão ridículos a ponto de tornar possível a sua democratização, estaríamos discutindo a “cerveja social”. Ou se houvesse indícios de que uma turbina eólica de geração de energia elétrica, que hoje custa U$ 10 mil, custará U$ 0,10 daqui a 20 anos, poderíamos começar a divagar sobre o mundo da “energia social”. Será que a Shell, General Eletric ou Furnas estariam preocupadas com isso? Ou elas estariam pensando: “desde que o mundo é mundo, eles compram energia da gente. Não é agora, que podem produzir a sua própria energia, que vão deixar de comprar”.
Pois este é o raciocínio da indústria da mídia. “Nós temos qualidade, o povo adora o que produzimos, idolatra nossas estrelas”… Acontece que, enquanto os meios de produção não nos pertenciam, as “suas estrelas” e a sua decisão do que é “qualidade”, eram soberanas. Não resta a menor dúvida que, em se tratando de conteúdo, a qualidade da “mídia burguesa” nunca será capaz de competir com a quantidade, diversidade e relevância da “mídia do povo”. Ou melhor, da “mídia social”.
Para quem ainda sonha em viver de compra ou venda de mídia (alô agencias de publicidade, alô veículos): só lamento informar, mas socializou. E não foi socializado à força por um Estado totalitário ou ditador populista, mas sim por uma força de mercado. Não deixe o paralelo com Marx te iludir. Isso não é um discurso de militante do PSTU, mas sim de alguém com fé nas sinalizações do mercado. Não tem meio termo. Não tem “convivência pacífica”. Se você não é mais dono das ferramentas de produção, lamento informar: não há mais-valia. Procure outro modelo de atuação onde a remuneração pela propriedade do capital ainda é possível.
E você, que deu a sorte de não estar em uma indústria socializada e ainda terá um emprego na próxima década: seu problema não é criar um blog pra sua empresa ou quantos seguidores conseguir no Twitter para a sua marca. Nem perca tempo contratando estagiário para isso. Bata na porta do seu acionista e diga: “Senhor, tenho uma boa notícia. Nossa organização agora é dona dos meios de produção de mídia. Temos um fabuloso universo socializado para nos comunicar e alavancar nossos negócios. Sem mais pagar pedágio para a burguesia dos Marinho ou dos Civita. Sem mais pagar comissão para os Mendonça ou para os Guanaes”.
domingo, 25 de abril de 2010
Mídia tradicional x internet
Em 2008, minha queridona Vane Gomes fez um video no trabalho com uma trilha sonora deliciosa... Era a primeira vez que eu ouvia os acordes de O Teatro Mágico. Desde então, já fui a três shows, comprei DVD, livro e ouço religiosamente no meu MP3 todas as manhãs. Brinco que já sou "catequista" d'O Teatro Mágico, pois sempre que posso, divulgo o trabalho dos caras.
Na última quinta-feira, fiquei sabendo via twitter que eles estariam na Globo, na novela da oito. Para quem não conhece, a trupe é conhecida por suas poesias musicadas, mas também pela atividade política, revolucionária, crítica e indignada. Defendem a música livre na internet, a liberdade de expressão... Enfim, uma carga política forte, que sempre criticou a mídia de massa, o sucessinho via jabá... as bandas de uma música só. Sempre criticaram a TV Globo, mas sabem da sua força, do seu poder de adesão junto ao público brasileiro.
Ouso dizer que, enquanto estamos indo com a farinha, a poderosa emissora está vindo com o bolo pronto... Reparem que o BBB10 foi "uber"envolvido com a rede mundial de computadores... Os participantes no twitter, Serginho já era "famoso" no Youtube, as votações pelo site, interações do público em provas e testes que mudavam a "vida" dos brothers dentro da casa.
Agora vimos em horário nobre aqueles caras que levantam a bandeira do MPB (Música para Baixar), que participam de fóruns e debates falando sobre leis, política; um projeto que cresceu, se firmou junto a um público fiel graças a internet. Uma trupe que sabe muito bem o que fazer para mobilizar seu público, quando está em frente o teclado.
O que me parece? Bom para os dois lados.
Para O Teatro Mágico que precisa comer, se manter, morar e tudo que todos os artistas precisam: divulgar seu MA-RA-VI-LHO-SO trabalho.... e também para a Globo que já se deu conta da força que tem a individualidade coletiva que existe na internet.
A Globo qualifica seu público, pessoas politizadas, críticas, que curtem OTM, e além de tudo tem seu nome "bombando" na web... seja o nome da emissora, seja o nome da novela... que tb precisa de audiência.
Mais uma vez manifesto meu apreço pela trupe-circo-banda-grupo-poetas-músicos que formam O Teatro Mágico. Que mais música de qualidade eles possam produzir e nos encantar.
Que a Globo e todas as demais emissoras, rádios, jornais impressos de grande circulação se rendam ao nosso pequenino "Quem não se comunica, se trumbica", que ironicamente, tem em seu nome, um célebre jargão de um poderoso apresentador global - Chacrinha!
Beijos e abraços \o/
*Fotos de Mel Danda: Fernando Anitelli, vocalista, músico e compositor de O Teatro Mágico
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Multitarefa na Internet não dá certo, dizem pesquisadores

Pesquisadores buscavam descobrir o segredo da capacidade atribuída aos nativos digitais, em fazer várias tarefas ao mesmo tempo (prática conhecida como ‘multitasking’ em inglês) em mídias, mas descobriram, em vez disso, uma ampla incompetência.
“Quem faz muita coisa ao mesmo tempo, como assistir ao YouTube, escrever um email e falar ao telefone, não faz nenhuma dessas coisas muito bem, segundo relatório da Universidade de Stanford divulgado na segunda-feira 24/09/2009.”
“Pessoas que fazem muito multitasking são muitos ruins em multitasking … Quanto mais você faz, pior você fica”, disse o professor de comunicações de Stanford Clifford Nass.
“Multitaskers’ compulsivos têm mais problemas para focar sua atenção, organizar informações e trocar de tarefas rapidamente, escreveram os pesquisadores da universidade.”
Após fazer testes com cerca de 100 estudantes da universidade, os cientistas concluíram que ‘multitaskers’ de mídia crônicos têm dificuldade para focar em uma coisa só e não conseguem ignorar informações irrelevantes.
Nass afirmou que a prática está se espalhando cada vez mais – alguns empregos exigem que trabalhadores mantenham uma janela de mensagens instantâneas sempre aberta– e os cientistas ficaram surpresos com os resultados da pesquisa.
“Sabíamos que o multitasking era difícil do ponto de vista cognitivo. Pensamos ‘Que tipo de habilidade especial é essa que as pessoas têm que permite que façam mil coisas ao mesmo tempo?’ … Ao invés de descobrir coisas que estavam fazendo melhor, descobrimos coisas que estavam fazendo pior”, disse o professor de sistemas simbólica da Universidade de Standford Eyal Ophir.
Veja matéria da Reuters. (Reportagem de Clare Baldwin)
..............................................................................................................................“Quem faz muita coisa ao mesmo tempo, como assistir ao YouTube, escrever um email e falar ao telefone, não faz nenhuma dessas coisas muito bem, segundo relatório da Universidade de Stanford divulgado na segunda-feira 24/09/2009.”
“Pessoas que fazem muito multitasking são muitos ruins em multitasking … Quanto mais você faz, pior você fica”, disse o professor de comunicações de Stanford Clifford Nass.
“Multitaskers’ compulsivos têm mais problemas para focar sua atenção, organizar informações e trocar de tarefas rapidamente, escreveram os pesquisadores da universidade.”
Após fazer testes com cerca de 100 estudantes da universidade, os cientistas concluíram que ‘multitaskers’ de mídia crônicos têm dificuldade para focar em uma coisa só e não conseguem ignorar informações irrelevantes.
Nass afirmou que a prática está se espalhando cada vez mais – alguns empregos exigem que trabalhadores mantenham uma janela de mensagens instantâneas sempre aberta– e os cientistas ficaram surpresos com os resultados da pesquisa.
“Sabíamos que o multitasking era difícil do ponto de vista cognitivo. Pensamos ‘Que tipo de habilidade especial é essa que as pessoas têm que permite que façam mil coisas ao mesmo tempo?’ … Ao invés de descobrir coisas que estavam fazendo melhor, descobrimos coisas que estavam fazendo pior”, disse o professor de sistemas simbólica da Universidade de Standford Eyal Ophir.
Veja matéria da Reuters. (Reportagem de Clare Baldwin)
Fiquei com muitas dúvidas em relação a esta matéria... Não sou "nativa digital", quando nasci computador era coisa de astronauta, celular era para gente rica e a câmera fotográfica tinha filme.. Ainda assim, eu era criança quando sentei com uma amiga para papear no Chat do Terra!!!
Sou fã de internet, estou amando as redes sociais que nos colocam pertinho de pessoas que nunca imaginamos. Sou fã das possibilidades que se criam com relação a comunicação.
O dia que fizeram as abas e eu posso navegar por todas elas com agilidade, posso abrir quantas eu quiser... Posso atender o cel enquanto digito e ainda assim ouvir a conversa que rola ao redor na mesma sala. Se isso me confunde? As vezes.. se estou cansada. Do contrário... é o meu dia a dia. Não temos mais como fugir.
Sinto que em alguns momentos queria ser um polvo para realizar mais coisas ao mesmo tempo!
A grande questão é o equilibrio entre o prazo e a qualidade do trabalho entregue. É aí que o bicho pega.
Normalmente temos pouco tempo para tarefas que precisam de mais atenção, acabamos utilizando a máxima "o ótimo é inimigo do bom"... quando queriamos olhar com mais cuidado para as coisas.
Saint Exupery é lugar-comum, eu sei, mas ele já dizia que "é o tempo que dedicas a tua rosa que torna tua rosa importante". Em tudo é assim. Pq todo mundo diz que inicio de namoro é a melhor parte? Pq com o tempo as pessoas param de se dedicar... param de cuidar.
Sou a favor de cumprir prazos. Mesmo que sejam prazos curtos...
Mas a flexibilidade da qualidade é muito mais complicada. Competência pra mim é o equilibrio entre as duas coisas.
Por fim, já estou divagando, gostaria de compartilhar este texto mais como um alerta do que como uma crítica. Se somos os incompetentes que a pesquisa revela, temos que mudar alguma coisa na nossa postura. Hoje estou fazendo isso: reflexão forte da profissional que eu sou e daquela que ainda quero ser...
Convido vcs a fazer o mesmo...!
Abração! \o/
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